Milhares de pessoas com o mesmo propósito: ouvir a palavra de Deus, rezar e alimentar a fé. Foi neste clima a abertura da 25ª edição do Hallel, maior festival de música católica da América Latina, na noite de ontem, no Parque de Exposições “Fernando Costa”.
O evento contou com a presença do padre Robson de Oliveira Pereira, responsável pelo Santuário Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, que rezou a primeira missa do evento neste ano. O Hallel acontece até domingo, dia 9, e deve atrair nos próximos três dias milhares de pessoas nas mais de 30 celebrações, e cerca de 100 shows e pregações. O jubileu de prata do festival tem o tema Sagrado Coração de Jesus, Imaculado Coração de Maria, resumido como “Tu Reinarás” pelo bispo de Franca Dom Pedro Luiz Stringhini.
O movimento começou cedo no recinto de exposições na quinta-feira. Passava pouco das 17 horas quando os primeiros fiéis começaram a chegar, muitos carregando bancos e cadeiras plásticas para suportar a longa espera e assistir à celebração com mais conforto. Aos poucos a arena foi sendo tomada pelo público e, no palco principal, a comunidade Cenáculo deu início às orações com o terço de Maria, às 17h20. O bispo Dom Pedro, ao lado do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), da Tia Lolita, fundadora da obra Hallel, e de organizadores do evento, abriu a festa. “Deus nos dá tudo gratuitamente, sem nosso merecimento, e o Hallel é um pouco do que nosso Pai faz por nós. É, na verdade, nosso agradecimento a Ele”, afirmou Tia Lolita.
Padre Robson, que era esperado para chegar às 18 horas atrasou cerca de uma hora, atendeu rapidamente alguns fiéis que o aguardavam e iniciou a preparação para a missa, que começou às 20 horas, teve duração de quase uma hora e meia e emocionou o público.
Entre as pessoas que aguardavam padre Robson estava Marilene Bereta. Ela queria agradecê-lo pessoalmente e pedir sua benção para a saúde. Há um ano descobriu um tumor maligno e se curou, acredita ela, rezando com ele através da novela do Divino Pai Eterno, transmitida diariamente por um canal de televisão.
Helena Gimenes Nascimento, de 88 anos, também queria falar com o padre, esperou mais de três horas para vê-lo de perto. “Não sei explicar, ele é um padre, não é Deus, é um enviado Dele, mas ele fala ao meu coração e alivia as dores do corpo e da alma.” Dona Helena o viu de perto por poucos minutos, mas o suficiente para emocioná-la. Deixou a pequena sala onde foi recebida pelo pároco chorando.
Na plateia e no altar da missa havia muitos francanos, mas o número de turistas também era grande - brasileiros e estrangeiros que visitam Franca apenas para participar do Hallel. Dois padres vieram da África e duas irmãs da Congregação das Seguidoras do Senhor Jesus, Texas, nos Estados Unidos.
O Hallel já aconteceu em vários países - Chile, Estados Unidos, Peru, Colômbia e Paraguai. Nesta edição três outros vieram conhecer o evento para levá-lo: México e dois do continente africano.
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