Mais de 200 mil eleitores irão às urnas no dia 7 de outubro para escolher o prefeito, o vice e os novos representantes na Câmara. Ao contrário da disputa para o cargo majoritário, onde o mais votado é eleito, o candidato a vereador não depende só de suas forças. É praticamente impossível garantir a vitória sozinho. Obter mais votos não significa, necessariamente, a vitória. Os companheiros de partido precisam ajudar.
Como ocorre na escolha para deputado, a eleição de vereador obedece o sistema proporcional. Para elegerem-se, os candidatos dependem do quociente eleitoral, que é o resultado da divisão do número de votos válidos pelo de lugares a preencher na Câmara.
Nas eleições de 2008, o quociente foi de 11.050. O partido ou coligação que não atingiu esta quantidade de votos ficou sem representante. Todos os eleitos, sem exceção, precisaram de ajuda para chegar. Graciela Ambrósio (PP) foi a candidata mais votada. Foram cinco mil votos, menos da metade do que ela precisaria para se eleger sozinha. “O partido foi muito bem votado e a soma permitiu que o PP garantisse a maior bancada, com quatro vagas. Isto mostra que não basta ter um ou outro nome de expressão. O conjunto conta muito”, disse Graciela Ambrósio. Laércinho, Oscar Mércuri, Marco Garcia e a própria Graciela se garantiram.
Igual sorte não tiveram outros oito candidatos de partidos diversos. Embora mais votados do que concorrentes eleitos, eles ficaram de fora da Câmara. O caso mais emblemático foi o de Nirley de Souza (DEM). Quarto mais votado entre todos, ele foi derrotado pelo quociente (leia matéria ao lado). Já Paulo Zamikhowsky (PSB) foi o vereador eleito menos votado: 1.664. A soma obtida pelo partido garantiu a vaga do socialista.
Estimativas dos partidos indicam que a linha de corte este ano ficará entre 11,5 e 12 mil votos. “É pouco provável que alguém atinja esta quantia (individualmente). Se a coligação não tiver uma chapa forte, que ajude a somar votos, não faz vereador”, disse Marcelo Facuri, coordenador de campanha do PSDB.
Os partidos coligados lançaram chapa completa com 30 nomes. Nas estimativas mais otimistas, projetam fazer de três a quatro vereadores. Ou seja, a maioria dos candidatos vai atuar como “boi de piranha”, angariando votos para aqueles com mais potencial de ganhar. “Normalmente, os líderes dos partidos usam a estratégia de lançar alguém com potencial de voto, mas com menos prestígio do que eles. Como ninguém se elege sozinho, esta ajuda é fundamental”, explicou o juiz eleitoral aposentado, Euclides Celso Berardo.
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