A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de Estado de São Paulo) solicitou ontem à Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) o adiamento dos reparos previstos para este domingo pela CPFL Paulista em uma das subestações que abastecem Franca. O problema é que as manobras de reconfiguração de rede afetarão o fornecimento de energia a duas estações de bombeamento de água do Sistema Canoas entre as 6 e 10 horas. Segundo a Sabesp, isso pode causar o desabastecimento de água na cidade.
O gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia Garcia Caluz, explica que com a interrupção no bombeamento por quatro horas, a produção de água no Sistema Canoas irá cair 15% no domingo, o que impedirá a recuperação dos níveis normais nos reservatórios de toda a cidade não apenas no dia do desligamento, mas possivelmente durante toda a semana.
“Se o serviço for realizado e a população não economizar ainda mais água, não vai haver alternativa se não o racionamento de água. Setembro é um mês de mais calor, mas pedimos às pessoas que cortem os gastos ou ao menos mantenham o seu nível de consumo normal”, diz o gerente distrital. Segundo ele, a resposta da Arsesp deve ser dada nesta quinta-feira.
ALTO CONSUMO
O problema com o abastecimento de água em Franca é agravado pelo alto consumo da população devido à estiagem, que já dura quase dois meses. De acordo com dados da Sabesp, do dia 27 de agosto ao dia 3 de setembro, a média do consumo diário de todos os francanos foi de 85.555 m³, ante uma taxa média durante todo o ano na casa de 74.000 m³ por dia.
Segundo Engrácia, existe a possibilidade de alguns bairros localizados nas regiões mais altas da cidade, como o Jardim do Éden e o Jardim Cambuí, terem problemas de abastecimento nos próximos dias. Esses dois bairros já ficaram sem água no sábado, dia 1º, e na terça-feira, dia 4, já que contam com reservatórios pequenos para a demanda do local e, com o consumo maior, a entrada de água não conseguiu repor a saída.
O resultado foi o desabastecimento por cerca de quatro horas nos dois dias. “Os reservatórios que estão em locais mais altos sempre ficam vazios primeiramente do que outras áreas e acabam se enchendo por último, por causa da gravidade”, explica Engrácia.
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