Taxa de mortalidade infantil cresce na região de Franca, diz Seade


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A dona de casa Adriana Silva Costa, 37, leva filha de 5 meses à UBS do Jardim Ângela Rosa. Cuidados com pré-natal são fundamentais desde os primeiros meses de gestação
A dona de casa Adriana Silva Costa, 37, leva filha de 5 meses à UBS do Jardim Ângela Rosa. Cuidados com pré-natal são fundamentais desde os primeiros meses de gestação

A taxa de mortalidade infantil da região de Franca subiu 18% em 2011. Os dados foram divulgados esta semana pela Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Fundação Seade. Em 2010, a cada 1.000 crianças nascidas vivas na região, 10,89 morriam antes de completar um ano de idade. Em 2011, esse número subiu para 12,83. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a mortalidade infantil é o principal indicador de saúde pública.

Em Franca existe o Comitê de Mortalidade Materna Infantil, onde 100% das mortes são investigadas e analisadas. Segundo a ginecologista responsável pelos trabalhos, Ana Lúcia Castro Rodrigues, a principal causa de morte na cidade está relacionada a bebês prematuros. “O uso de medicação lícita tomada sem o diagnóstico da gravidez e o uso de drogas ilícitas durante os três primeiros meses de gestação são os principais causadores da prematuridade e da má formação congênita, fatores decisivos para esse pequeno acréscimo.”

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, os números da cidade estão dentro da meta estabelecida pelo Estado. Em 2010 a mortalidade infantil registrada em Franca foi de 11,1. “Nossos números mais atuais apontam 12,5 mortes para cada mil nascimentos. Esta oscilação está dentro da meta estabelecida pelo Estado. Estamos atentos e vigilantes.” Rosane explicou que apesar da média estadual ter caído (leia texto nesta página), o índice considerado “alto” é acima de 20 mortes por mil nascimentos.

A enfermeira Maria Filomena Sandoval, responsável técnica pela UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Ângela Rosa, explica que usuárias com suspeita de gravidez têm total prioridade no atendimento. “Quando a paciente chega à unidade com suspeita de gravidez, fazemos todos os exames necessários e ela sai daqui com o cartão do SIS (Sistema Integrado de Saúde) preenchido e com a data das consultas agendada.”

A dona de casa Adriana Silva Costa, 37, mãe pela quarta vez, reconhece que o serviço melhorou. “Vim trazer minha caçula de 5 meses para tomar vacina. Só alimento ela com leite materno e sigo a orientação, certinho. Meus primeiros dois filhos não tiveram tanto acompanhamento assim.”

Desde 2000, Franca possui o Programa Nacional de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PNHPN), criado com o objetivo de reduzir as altas taxas de morbimortalidade (morte causada por fatores externos) no país.

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