Candidatos ‘brigam’ por votos no campo


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Antônio Reginaldo Raiz (à direita), candidato a prefeito de Cristais, visita fazenda de Cristais Paulista
Antônio Reginaldo Raiz (à direita), candidato a prefeito de Cristais, visita fazenda de Cristais Paulista

Nas cidades da região, a briga é voto a voto. Cada eleitor conquistado é comemorado. Cientes disso, os candidatos a prefeito não se contentam em apenas visitar os eleitores da cidade. Eles também pegam a estrada atrás dos moradores da zona rural. Com o material de campanha embaixo dos braços, percorrem longas distâncias para apresentar suas propostas.

Não tem poeira ou estrada ruim que desanime o candidato a prefeito de Cristais Paulista, Antônio Reginaldo Raiz (PV). Em um mês ele percorreu juntamente com seu vice, Jamilton Pelizaro (PT), cerca de 150 fazendas. “É preciso reservar um tempo maior porque as propriedades ficam distantes uma das outras.” Ontem, acompanhado também pelo candidato a vereador Danilo Batista (PV), Raiz passou a manhã na fazenda Retiro da Cachoeira, a 11 quilômetros da cidade. No local, moram mais de 70 pessoas com Título Eleitoral de Cristais. “É preciso lembrar que a zona rural também tem problemas. É estrada ruim, falta de ambulância e transporte escolar inadequado. Queremos ouvir essas pessoas”, disse Raiz.

Segundo o censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na zona rural de Cristais vivem hoje mais de 1.500 pessoas em idade de votar. Também na disputa pela prefeitura de Cristais, Edvaldo Costa (PMN), não quer perder nenhum destes votos. Por isso, às 7 horas já está percorrendo as estradas que cortam o município. “Precisamos ter respeito pelos eleitores da zona rural que dependem da cidade principalmente de atendimento médico.”

Os candidatos a prefeito de Restinga também não perdem a oportunidade de visitar as fazendas e sítios. Amarildo do Nascimento (PMDB) reservou os finais de semana para percorrer a zona rural. “No mês de agosto passamos por 80 propriedades e visitamos todas as 150 famílias da Fazenda Boa Sorte (famílias ligadas ao Movimento dos Sem Terra). Muitas vezes deixamos o almoço marcado com o morador.”

Paulo Pit (DEM), de Restinga, é outro que quer angariar os votos do eleitorado do campo. “Já passei por 40 propriedades. Amanhã vou fazer um minicomício na Fazenda Boa Sorte para conversar com as famílias.” As visitas duram, em média, 20 minutos. Não raro, se arrastam até às 22 horas.

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