Ex-prefeito de Patrocínio Paulista desistiu também em 2008


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O sonho de Henrique Lopes voltar à Prefeitura de Patrocínio tem se tornado um pesadelo desde as últimas eleições. Em 2008, ele se candidatou, mas foi obrigado a abrir mão da disputa ainda no começo da campanha pelo mesmo motivo que o afastou da disputa agora. Ele cedeu o lugar para a mulher, Valéria de Figueiredo Lopes.

A decisão foi motivada por Henrique não ter conseguido uma liminar que garantiria o direito de se candidatar. O problema naquela época já havia sido a rejeição das contas relativas aos anos de 2003 e 2004 pelo TCE.

Valéria nunca havia se candidatado a nenhum cargo político. Ele perdeu as eleições para Mauro Barcelos.

O ex-prefeito é um político polêmico. No ano de 2007, seu nome ganhou as manchetes nacionais por conta de uma incomum decisão judicial. O juiz Fernando da Fonseca Gajardoni sentenciou que ele deveria ficar longe de qualquer bar, boate ou casa de prostituição por dois anos.

A inesperada sentença serviu como uma troca. Henrique havia sido processado criminalmente pelo Ministério Público por ter deixado uma dívida de R$ 1,037 milhão - para seu sucessor no fim do seu mandato em 2004 - sem previsão de receita para cobrir o rombo. Para que o processo fosse suspenso, o MP e Henrique Lopes concordaram com a decisão do juiz.

Para quem pensa que Henrique se aposentará da política com o novo revés, ele avisou que não vai se entregar. “Na política você nunca aposenta. O Sidnei Rocha, que perdeu três eleições, está aí para provar o que estou falando. Em 2016, estarei de volta.”

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