Unesp investiga protesto de alunos que ainda não foram identificados


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Uma semana depois do protesto realizado por alunos da Unesp de Franca, que transferiu a palestra do “príncipe imperial do Brasil”, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, a diretoria da universidade ainda não identificou os autores da manifestação. O príncipe foi convidado por um grupo estudantil da Unesp para palestrar na noite de terça-feira, 28, mas foi impedido por alunos que o acusaram de ser nazista. A palestra foi transferida às pressas para a Faculdade de Direito.

Segundo o diretor da unidade de Franca, professor Fernando Andrade Fernandes, a apuração está sendo feita através de imagens e depoimentos de pessoas que presenciaram o protesto. “Estamos na fase de verificação para descobrir a identidade dos alunos e as condutas que foram realizadas”, disse Fernandes, que repudiou o protesto. “Não se trata de uma manifestação ou de um ato do coletivo dos alunos, muito menos da comunidade da Unesp. Tanto a direção quanto a comunidade em geral, repudiamos o ato.”

A direção ainda não sabe quais serão as punições para os alunos. “Vai desde advertência até a mais grave das medidas, que seria a eventual expulsão. Isso tudo fica condicionado à identificação das pessoas e a prévia apuração e o que foi realmente feito. Submete-se a um procedimento de averiguação, no qual as pessoas também terão a plena possibilidade de se manifestar, oferecer sua versão e sua defesa”, finalizou o diretor.
 

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