Reportagem flagra furto de fio em lava-jato no Jardim Santa Adélia


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Pedreiro conversa com o ladrão. Ele disse que deu R$ 1 para pegar o cabo e devolver à vítima
Pedreiro conversa com o ladrão. Ele disse que deu R$ 1 para pegar o cabo e devolver à vítima

Uma equipe de reportagem do Comércio flagrou na tarde de ontem o furto e receptação de fiação elétrica em um lava-jato abandonado na avenida Doutor Carrão com a rua Miguel Maniglia Sobrinho, no Jardim Santa Adélia. As ações foram registradas em imagens e narradas ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) ao mesmo tempo em que os fatos ocorriam. Mas a primeira viatura só apareceu quase meia hora depois.

A equipe, ao passar nas proximidades, avistou o que parecia ser um morador de rua retirando a tampa de um relógio de energia elétrica e parou para averiguar. O homem puxou um cabo que estava preso a algo. Ele abriu o portão, entrou e voltou segundos depois para terminar o serviço.

Um indivíduo moreno, com roupas que pareciam ser de pedreiro, ficou na avenida observando de longe o outro. Logo se aproximou, entregou algo ao ladrão, pegou os cabos e foi em direção a uma casa em construção.

O autor do furto fugiu pela Doutor Carrão e foi acompanhado pela reportagem. Ele parou em uma lanchonete da avenida Orlando Dompieri e comprou cigarros.

Uma viatura da Polícia Civil foi parada e o policial não identificado comunicado. Ele alegou que, por estar sozinho, não poderia fazer a abordagem e também ligou para o 190 da PM. O autor do furto aproveitou para desaparecer.

Ao voltar ao local do furto, a reportagem se deparou com o rapaz que pegou os cabos saindo de uma loja, onde deixou o material. Ele disse que “tomou” do ladrão para devolver à vítima. Comunicado de que foi flagrado dando dinheiro ao marginal, o rapaz alegou que foi “só um real”.

Entre a primeira ligação para o telefone 190 e a chegada da primeira viatura, se passaram 28 minutos. Os policiais alegaram que o Copom levou mais de dez minutos para informar o crime e que passaram a ocorrência como sendo na Dompieri.

Em contato por telefone, a capitão Cláudia Regina Nunes Lança, comandante da 6ª Companhia, ouviu o que ocorreu, mas só deve se manifestar hoje.

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