De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Franca está em segundo lugar quando o assunto é criminalidade. O estudo comparou o índice de furtos, inclusive de veículos, roubos e homicídios entre as maiores cidades do Estado e só nos deixou atrás de Piracicaba, na região da Campinas, que acabou levando esse triste troféu para casa.
Mas o segundo lugar, mesmo que às avessas, também é preocupante. Franca sai desse estudo com um grande abacaxi nas mãos, a despeito da maioria dos 6.775 boletins de ocorrência registrados no primeiro semestre de 2012 na cidade referir-se a crimes menos violentos, principalmente furtos.
De maneira geral, esse péssimo posicionamento alcançado pela cidade obriga uma reação mais efetiva por parte de toda a sociedade e, principalmente, de nossas autoridades. Nos últimos anos, temos visto a cidade ser incluída e bem posicionada em vários índices negativos em termos de segurança, violência no trânsito, tráfico de drogas e vários outros.
Nesse sentido, é possível inferir que já temos dados suficientes, restando-nos agora a prerrogativa única de agir. Mas que não seja por meio de uma ação impulsiva, catapultada apenas pelos resultados desses estudos e pesquisas. Ao contrário, é fundamental engendrarmos ações estratégicas e criativas que consigam ir ao cerne da questão, encontrando formas de atacar sua gênese.
De nada adianta o esforço das polícias para coibir esses tipos de violência se não houver algo mais concreto em termos de ‘inteligência’ e estratégia. Pelo que temos repercutido em nossas páginas, ao aumento do número de prisões e de apreensões de drogas e objetos furtados, reflete o crescimento no número de ocorrências.
Isso permite concluir que a polícia está trabalhando mais, mas o resultado não está aparecendo, pois o número de delinquentes e de delitos segue crescendo, às vezes em uma proporção maior do que o resultado desse trabalho, o que gera um círculo vicioso que afeta o moral de nossas polícias e causa alarme na população.
Obviamente, sabemos que toda essa violência advém do estilo de vida e da estrutura comportamental da sociedade atual e que por isso não será extirpada da noite para o dia. Mesmo que se comece a agir agora com mais firmeza, será necessário ter paciência para esperar pelas mudanças, porque elas ocorrerão de forma bem lenta.
Além disso, muitos aspectos que envolvem esses problemas não podem ser resolvidos apenas no âmbito municipal, mas precisam também das esferas federal e estadual. No entanto, como somos vice-campeões entre nove cidades, é certo que podemos melhorar, pelo menos nesse índice de segurança.
Nessa excêntrica competição, precisamos ser os últimos para vencer. É um bom desafio para o próximo semestre.
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