‘Jingles’ destacam qualidades e citam até os nomes de padrinhos


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Mesmo que o eleitor não queira, ouvirá os jingles de campanha dos candidatos a prefeito de Franca. Os ritmos são variados, do romântico ao forró, passando pelo pop e sertanejo. As propagandas musicadas dos candidatos estouram os decibéis pelas ruas da cidade e seguem a mesma estratégia de campanha de cada “prefeitável”.

O tucano Alexandre Ferreira gruda no prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Gilson Pelizaro (PT) se apoia nos padrinhos petistas Lula e Dilma. Graciela Ambrósio (PP) aposta na popularidade e fala em transformar Franca em uma cidade “mais humana”. Marco Aurélio Ubiali (PSB) conta sua história de vida e experiência como deputado.

Cassiano Pimentel (PV) é uma exceção. O candidato verde, apesar de acumular oito anos como vice-prefeito, ter um histórico como agente de exportação e uma carreira de professor universitário, limita o jingle à ideia de que é preciso “ter esperança” e “mudar”.

Reflexo direto do tamanho de sua estrutura de campanha e do tempo reduzido de TV, os dois nanicos, Hamilton Chiarelo (PSol) e Marcelo Bomba (PTC), têm jingles modestos. Nenhum dos dois usa as músicas no horário eleitoral.

PREÇOS
Além de serem tocados em carros de som e trios elétricos, os jingles são utilizados nos programas de rádio, TV e em comícios. De acordo com Junior Campos, proprietário de um estúdio de gravação em Franca, um jingle de campanha pode custar entre R$ 800 e R$ 4 mil. “Depende da produção. O preço varia de acordo com o número de vozes e instrumentos utilizados.”

A coordenadoria de campanha de Graciela afirmou que a produção dos jingles “ficou bem barata”. Assim como o PT, o partido da delegada disse que o jingle fez parte do pacote contratado de agências de publicidade.

No PSDB, estima-se que a campanha tenha pago entre R$ 1.500 e R$ 2.000 por cada jingle, mas a equipe de marketing não confirma. A assessoria de Ubiali disse que o custo da propaganda foi “simbólico”. Cassiano não foi localizado para falar sobre o assunto.

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