O protesto realizado por alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Franca na noite da última terça-feira, durante a palestra do príncipe herdeiro da família real brasileira, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, pode ter consequências em breve. Segundo matéria divulgada pelo portal G1 sábado, a diretoria analisa punir os estudantes.
O diretor da Unesp, professor Fernando Andrade Fernandes, disse em entrevista ao portal que a universidade não é contra a liberdade de pensamento, mas não aceita a atitude de um “grupo extremista que sempre adota posturas radicais dessa natureza”. O Comércio tentou contato por telefone com a Unesp em Franca e com a assessoria de imprensa da reitoria, em São Paulo, durante a tarde de sábado, mas ninguém atendeu. Um e-mail também foi encaminhado, porém, até o fechamento desta edição nenhuma resposta chegou.
Dom Bertrand, trineto do imperador Pedro II, foi convidado por um grupo estudantil da Unesp para palestrar, no anfiteatro da universidade, sobre a importância da monarquia na história do país, mas foi impedido por alunos que o acusaram de ser nazista. A palestra foi transferida às pressas para a Faculdade de Direito. “Foi uma estupidez (...) Ser chamado de nazista é muito forte, é muita ignorância”, reclamou o príncipe.
Em agosto de 2005, a reitoria expulsou sete alunos do curso de história da Unesp de Franca, após dois estudantes terem defecado e vomitaram em frente à mesa onde se encontravam, à época, o reitor Marcos Macari e o diretor do campus, professor Hélio Borghi, durante um encontro no salão nobre da unidade. Os estudantes e os apoiadores foram identificados e punidos.
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