‘O Sidnei não teria recapeado (...) unicamente com recursos próprios’


| Tempo de leitura: 17 min

Cassiano Pimentel, 51, nasceu em Franca, onde se formou em Direito na FDF (Faculdade de Direito de Franca). Fez mestrado em gestão empresarial e trabalha desde 1983 no setor de exportação de calçados. Divide seu tempo entre a atividade e a carreira de professor universitário nas cidades de Franca, Batatais e Ituverava. Casado com a empresária calçadista Rosana Jacometi Pimentel, o candidato já foi vice-prefeito por oito anos. Ocupou durante o período as secretarias de Desenvolvimento e de Educação. Em 2004, foi o candidato do partido a prefeito. Ficou em segundo lugar, com 33.126 votos. Em 2008 tentou, sem sucesso, uma cadeira na Câmara de Vereadores. Ficou em terceiro lugar da legenda, com 1.668 votos. Clique aqui e assista a sabatina com o candidato. 

Comércio - Por que o senhor quer ser prefeito da cidade?
Cassiano Pimentel -
Por eu ser de Franca, ter feito a minha vida inteira em Franca, chegou o momento de eu devolver à cidade toda experiência e acúmulo de aprendizado que eu tive, principalmente na área pública. Minha candidatura corresponde a uma expectativa de poder contribuir para projetar nossa cidade para o futuro.

Comércio - E é possível fazer uma grande campanha sem dinheiro?
Cassiano -
Não, não é possível fazer uma grande campanha sem dinheiro. Agora, é possível você mostrar para a população que há um diferencial... Se formos pensar em show midiático, se formos pensar em marketing, realmente os outros partidos vão levar vantagem, porque são grandes, têm mais tempo de televisão e estão captando recursos junto a empresas com as quais eu não negociaria, porque elas iriam contra a minha própria proposta de gestão pública.

Comércio - A Guarda Municipal foi criada com a finalidade de proteger os prédios municipais, mas inúmeros entraves fazem com que o resultado fique muito abaixo do que se espera. O que o senhor pensa da Guarda?
Cassiano -
Penso que a Guarda Municipal tem que cumprir o objetivo da sua criação. Acho que ela tem que, realmente, cuidar dos próprios da Prefeitura, que são os equipamentos, escolas, unidades básicas, enfim, os espaços que a Prefeitura tem. E tem que ajudar na organização dos eventos que a prefeitura venha a fazer

Comércio - O senhor defende a Guarda armada?
Cassiano -
Não tenho claro isso pra mim. Se você for pensar nela zelando pelos próprios públicos, talvez não houvesse a necessidade dela ser armada não. Quando a gente fala em armar a guarda, fica muito a ideia de que ela seja parte integrante da segurança pública e aí, pra coibir o crime e tudo mais, aí não sou a favor.

Comércio - O consumo de drogas é hoje uma epidemia em Franca. Há viciados em todos os segmentos da sociedade, mas o que chama mais a atenção é o envolvimento de muitos moradores de rua com drogas. Se eleito, o que pretende fazer para resolver essa questão?
Cassiano -
Só vamos resolver isso se houver uma integração entre principalmente três setores: a polícia, fazendo através da sua estrutura de inteligência um combate ao tráfico; a rede da saúde, fazendo o tratamento adequado para aqueles que são dependentes químicos; e a área assistencial, fazendo a prevenção. Não existe uma solução milagrosa. Em relação aos moradores de rua, temos que fazer um mapeamento mais extenso. As informações que tenho é que (o número) gira em torno mais ou menos 100 moradores em situação de rua hoje, e que a maioria é dependente do álcool e não da droga. Portanto, nós temos que ter isso muito claro pra gente poder ter as atitudes corretas.

Comércio - Se o morador de rua, dependente químico de álcool ou drogas, disser “daqui eu não saio, minha vida é essa”, o senhor defende que ele tem direito de ficar?
Cassiano -
Defendo que ele tem o direito de ficar.

Comércio - Franca tem experimentado crescimento significativo nos números de violência. Como o senhor pretende apoiar as ações das polícias?
Cassiano -
Você precisa dar vez a realmente um conselho municipal de segurança que tenha condições de formular propostas que integrem todas as áreas de segurança pública, principalmente a do Estado, a da União, junto com a disposição da Prefeitura de realmente fazer alguma coisa efetiva.

Comércio - Franca tem um problema crônico de falta de vagas para atender as crianças. Como o senhor pretende resolver este problema?
Cassiano -
Como pra mim é prioridade a educação, é indiscutível que temos que mapear os bairros onde faltam creches, onde a demanda é maior, e construí-las, porque é possível. Aprovou-se na Câmara Municipal nove milhões de reais pra se reformar o “esqueleto”, pra se tirar uma secretaria que estava bem instalada no Champagnat pra levar pra um prédio que estava abandonado há 15 anos... Então dinheiro tem, vou ser obrigado a falar isso, agora tem que ser bem direcionado.

Comércio - O transporte público de Franca é alvo de reclamações e protestos. Quais as suas propostas efetivas para melhorar o transporte público?
Cassiano -
Todo mundo fala em termos de tarifa, a R$ 2,80, uma das tarifas mais caras do Brasil. Mas poucas as pessoas até agora discutiram o que é que nós esperamos de um transporte coletivo. Entendo que precisamos recuperar o gerenciamento desse transporte. A Prefeitura tem que dizer como é que vai funcionar o transporte coletivo na cidade. Temos que criar um plano de mobilidade urbana, pra gente levantar quais são as características da cidade, e verificar por onde nós podemos ampliar o serviço de transporte e por onde nós não podemos. Temos que pensar em alternativas de modais pro transporte público. Tem cidades menores que Franca, não só no Brasil como fora do Brasil, que já iniciaram discussões pra implantar outros modais de transportes.

Comércio - VLT (metrô de superfície), por exemplo?
Cassiano -
VLT, trem de superfície, coisas desse tipo. É caro? É caro, mas uma hora vamos ter que sentar e dizer “olha, transporte coletivo, por ônibus, já não da mais”. Não posso chegar pro cidadão e dizer “deixa seu carro em casa pra não poluir, para não congestionar tanto o trânsito, e vai de ônibus”. Ele não vai fazer isso porque não tem velocidade, não tem rapidez, não tem eficiência. Precisamos pensar na discussão de modais alternativos.

Comércio - Filas nas Unidades Básicas de saúde, no pronto socorro e problemas com a Santa Casa. Quais são as propostas do senhor pra saúde? O senhor retoma a gestão plena, que hoje está entregue ao Estado?
Cassiano -
Se ficarmos pensando na estrutura existente, para o modelo existente, vamos precisar sempre de contratar mais médico, vamos precisar sempre de mais Unidades Básicas e vamos construir sempre cada vez mais UPAs, Unidade de Pronto Atendimento. Acho que a estrutura que está aí, tem que ser totalmente reformulada, aliás, fazendo aquilo que o prefeito (Sidnei Rocha), em 2004, dizia que ia fazer e não fez, que é melhorar a gestão do serviço. Não sei se dentro da política atual do governo do Estado podemos falar em retornar com a gestão plena para o município. Isso pra mim é discurso político. Enquanto a Prefeitura tiver que bancar as cidades vizinhas no atendimento dos seus pacientes, sou contra a gestão plena no município.

Comércio - O senhor tem a imagem associada ao PT. Foram três décadas de militância. O que houve para que o senhor mudasse de partido?
Cassiano -
Não é que eu mudei de partido, eu estava desfiliado quando me filiei ao PV, tem uma diferença muito grande porque não foi uma troca, simplesmente. Para mim, a dinâmica em que o Partido dos Trabalhadores se envolveu nos últimos anos já não me agradava mais. Portanto eu tinha duas opções: ou deixava a política partidária, ou procurava uma alternativa. Procurei o PV porque pra mim, nesse momento, é o partido que mais vem ao encontro do que eu tenho como expectativa de política.

Comércio - Não faltam críticas à gestão de Gilmar Dominici à frente da prefeitura, governo do qual o senhor foi vice durante oito anos. Que avaliação o senhor faz daquele período?
Cassiano -
Eu acho que aquele período foi um período muito difícil economicamente, muito, mas extremamente diferente do momento vivido pelo atual prefeito. Hoje a situação é muito mais favorável. Naquela época foi feita uma priorização e essa priorização foram as áreas sociais. Não fizemos aquilo que era a expectativa maior da população, não recapeamos as ruas.

Comércio - O senhor acha que foi o maior erro?
Cassiano -
Lógico que foi. Em termos de campanha estratégica e política, lógico que foi. A ação que foi obtida naquela época foi conseguir uma usina de asfalto junto ao Governo Federal e também fazer a licitação do transporte coletivo, com uma licitação onerosa, pegando massa asfáltica como pagamento. Aliás, mesma atitude que o Sidnei usou junto com a Sabesp, quando o contrato venceu. O Sidnei não teria recapeado as ruas unicamente com recursos próprios, é bom que se deixe isso bem claro. Ele fez porque entrou uma verba extra de 30 milhões de reais.

Comércio - O Gilmar foi bom gestor?
Cassiano -
Eu acho que foi um bom gestor dentro daquilo que existia e dentro daquilo que eu acho que é ser um bom gestor.

Comércio - Muitos críticos o avaliam como bom de discurso e de teoria, mas ruim de prática. Como é que o senhor responde a essas críticas?
Cassiano -
Tenho um bom discurso mesmo, não nego isso. Mas tenho um bom discurso porque tenho experiência e estudo. Pra vir aqui apresentar propostas políticas não fico num discurso retórico e populista, fico num discurso técnico. Quando digo que quero construir escola em período integral é porque entendo que é possível construir escola em período integral; quando digo que precisamos mudar o modelo de saúde para o Programa Saúde Família, para fazer prevenção, é porque acredito, tecnicamente, que é possível . Não saio falando bobagem. Procuro falar o que realmente sei que é possível e viável.

Comércio - Uma pergunta enviada por Ronaldo Pereira, que é Conselheiro do jornal. Ele pede pra que o senhor defina em rápidas palavras cada um dos seus adversários nessa disputa.
Cassiano -
Não vou responder isso e explico por que. Se eu fosse falar alguma coisa dos candidatos, ia estar apresentando avaliações pessoais que nada contribuem para a disputa política. Gostaria muito que nós pudéssemos estar debatendo ideias. Se posso dizer alguma coisa dos candidatos é que todos eles, assim como eu, têm coragem de por a sua cara nessa disputa eleitoral. Não é brincadeira.


Raio-x

Nome: Cassiano Pimentel

Idade: 51

Estado Civil: casado com Rosana Jacometi Pimentel

Filhos: Moara e Lucas

Nasceu em: Franca

Profissão: agente de exportação de calçados e professor universitário

Cargos ocupados: vice-prefeito; secretário de Desenvolvimento Econômico e Agropecuária e secretário de Educação e Esportes.

Religião: Cristão

Esporte: Basquete

Comércio - Por que o senhor quer ser prefeito da cidade?
Cassiano Pimentel - Por eu ser de Franca, ter feito a minha vida inteira em Franca, chegou o momento de eu devolver à cidade toda experiência e acúmulo de aprendizado que eu tive, principalmente na área pública. Minha candidatura corresponde a uma expectativa de poder contribuir para projetar nossa cidade para o futuro.
Comércio - E é possível fazer uma grande campanha sem dinheiro?
Cassiano - Não, não é possível fazer uma grande campanha sem dinheiro. Agora, é possível você mostrar para a população que há um diferencial... Se formos pensar em show midiático, se formos pensar em marketing, realmente os outros partidos vão levar vantagem, porque são grandes, têm mais tempo de televisão e estão captando recursos junto a empresas com as quais eu não negociaria, porque elas iriam contra a minha própria proposta de gestão pública.
Comércio - A Guarda Municipal foi criada com a finalidade de proteger os prédios municipais, mas inúmeros entraves fazem com que o resultado fique muito abaixo do que se espera. O que o senhor pensa da Guarda?
Cassiano - Penso que a Guarda Municipal tem que cumprir o objetivo da sua criação. Acho que ela tem que, realmente, cuidar dos próprios da Prefeitura, que são os equipamentos, escolas, unidades básicas, enfim, os espaços que a Prefeitura tem. E tem que ajudar na organização dos eventos que a prefeitura venha a fazer
Comércio - O senhor defende a Guarda armada?
Cassiano - Não tenho claro isso pra mim. Se você for pensar nela zelando pelos próprios públicos, talvez não houvesse a necessidade dela ser armada não. Quando a gente fala em armar a guarda, fica muito a ideia de que ela seja parte integrante da segurança pública e aí, pra coibir o crime e tudo mais, aí não sou a favor.
Comércio - O consumo de drogas é hoje uma epidemia em Franca. Há viciados em todos os segmentos da sociedade, mas o que chama mais a atenção é o envolvimento de muitos moradores de rua com drogas. Se eleito, o que pretende fazer para resolver essa questão?
Cassiano - Só vamos resolver isso se houver uma integração entre principalmente três setores: a polícia, fazendo através da sua estrutura de inteligência um combate ao tráfico; a rede da saúde, fazendo o tratamento adequado para aqueles que são dependentes químicos; e a área assistencial, fazendo a prevenção. Não existe uma solução milagrosa. Em relação aos moradores de rua, temos que fazer um mapeamento mais extenso. As informações que tenho é que (o número) gira em torno mais ou menos 100 moradores em situação de rua hoje, e que a maioria é dependente do álcool e não da droga. Portanto, nós temos que ter isso muito claro pra gente poder ter as atitudes corretas.
Comércio - Se o morador de rua, dependente químico de álcool ou drogas, disser “daqui eu não saio, minha vida é essa”, o senhor defende que ele tem direito de ficar?
Cassiano - Defendo que ele tem o direito de ficar.
Comércio - Franca tem experimentado crescimento significativo nos números de violência. Como o senhor pretende apoiar as ações das polícias?
Cassiano - Você precisa dar vez a realmente um conselho municipal de segurança que tenha condições de formular propostas que integrem todas as áreas de segurança pública, principalmente a do Estado, a da União, junto com a disposição da Prefeitura de realmente fazer alguma coisa efetiva.
Comércio - Franca tem um problema crônico de falta de vagas para atender as crianças. Como o senhor pretende resolver este problema?
Cassiano - Como pra mim é prioridade a educação, é indiscutível que temos que mapear os bairros onde faltam creches, onde a demanda é maior, e construí-las, porque é possível. Aprovou-se na Câmara Municipal nove milhões de reais pra se reformar o “esqueleto”, pra se tirar uma secretaria que estava bem instalada no Champagnat pra levar pra um prédio que estava abandonado há 15 anos... Então dinheiro tem, vou ser obrigado a falar isso, agora tem que ser bem direcionado.
Comércio - O transporte público de Franca é alvo de reclamações e protestos. Quais as suas propostas efetivas para melhorar o transporte público?
Cassiano - Todo mundo fala em termos de tarifa, a R$ 2,80, uma das tarifas mais caras do Brasil. Mas poucas as pessoas até agora discutiram o que é que nós esperamos de um transporte coletivo. Entendo que precisamos recuperar o gerenciamento desse transporte. A Prefeitura tem que dizer como é que vai funcionar o transporte coletivo na cidade. Temos que criar um plano de mobilidade urbana, pra gente levantar quais são as características da cidade, e verificar por onde nós podemos ampliar o serviço de transporte e por onde nós não podemos. Temos que pensar em alternativas de modais pro transporte público. Tem cidades menores que Franca, não só no Brasil como fora do Brasil, que já iniciaram discussões pra implantar outros modais de transportes.
Comércio - VLT (metrô de superfície), por exemplo?
Cassiano - VLT, trem de superfície, coisas desse tipo. É caro? É caro, mas uma hora vamos ter que sentar e dizer “olha, transporte coletivo, por ônibus, já não da mais”. Não posso chegar pro cidadão e dizer “deixa seu carro em casa pra não poluir, para não congestionar tanto o trânsito, e vai de ônibus”. Ele não vai fazer isso porque não tem velocidade, não tem rapidez, não tem eficiência. Precisamos pensar na discussão de modais alternativos.
Comércio - Filas nas Unidades Básicas de saúde, no pronto socorro e problemas com a Santa Casa. Quais são as propostas do senhor pra saúde? O senhor retoma a gestão plena, que hoje está entregue ao Estado?
Cassiano - Se ficarmos pensando na estrutura existente, para o modelo existente, vamos precisar sempre de contratar mais médico, vamos precisar sempre de mais Unidades Básicas e vamos construir sempre cada vez mais UPAs, Unidade de Pronto Atendimento. Acho que a estrutura que está aí, tem que ser totalmente reformulada, aliás, fazendo aquilo que o prefeito (Sidnei Rocha), em 2004, dizia que ia fazer e não fez, que é melhorar a gestão do serviço. Não sei se dentro da política atual do governo do Estado podemos falar em retornar com a gestão plena para o município. Isso pra mim é discurso político. Enquanto a Prefeitura tiver que bancar as cidades vizinhas no atendimento dos seus pacientes, sou contra a gestão plena no município.
Comércio - O senhor tem a imagem associada ao PT. Foram três décadas de militância. O que houve para que o senhor mudasse de partido?
Cassiano - Não é que eu mudei de partido, eu estava desfiliado quando me filiei ao PV, tem uma diferença muito grande porque não foi uma troca, simplesmente. Para mim, a dinâmica em que o Partido dos Trabalhadores se envolveu nos últimos anos já não me agradava mais. Portanto eu tinha duas opções: ou deixava a política partidária, ou procurava uma alternativa. Procurei o PV porque pra mim, nesse momento, é o partido que mais vem ao encontro do que eu tenho como expectativa de política.
Comércio - Não faltam críticas à gestão de Gilmar Dominici à frente da prefeitura, governo do qual o senhor foi vice durante oito anos. Que avaliação o senhor faz daquele período?
Cassiano - Eu acho que aquele período foi um período muito difícil economicamente, muito, mas extremamente diferente do momento vivido pelo atual prefeito. Hoje a situação é muito mais favorável. Naquela época foi feita uma priorização e essa priorização foram as áreas sociais. Não fizemos aquilo que era a expectativa maior da população, não recapeamos as ruas.
Comércio - O senhor acha que foi o maior erro?
Cassiano - Lógico que foi. Em termos de campanha estratégica e política, lógico que foi. A ação que foi obtida naquela época foi conseguir uma usina de asfalto junto ao Governo Federal e também fazer a licitação do transporte coletivo, com uma licitação onerosa, pegando massa asfáltica como pagamento. Aliás, mesma atitude que o Sidnei usou junto com a Sabesp, quando o contrato venceu. O Sidnei não teria recapeado as ruas unicamente com recursos próprios, é bom que se deixe isso bem claro. Ele fez porque entrou uma verba extra de 30 milhões de reais.
Comércio - O Gilmar foi bom gestor?
Cassiano - Eu acho que foi um bom gestor dentro daquilo que existia e dentro daquilo que eu acho que é ser um bom gestor.
Comércio - Muitos críticos o avaliam como bom de discurso e de teoria, mas ruim de prática. Como é que o senhor responde a essas críticas?
Cassiano - Tenho um bom discurso mesmo, não nego isso. Mas tenho um bom discurso porque tenho experiência e estudo. Pra vir aqui apresentar propostas políticas não fico num discurso retórico e populista, fico num discurso técnico. Quando digo que quero construir escola em período integral é porque entendo que é possível construir escola em período integral; quando digo que precisamos mudar o modelo de saúde para o Programa Saúde Família, para fazer prevenção, é porque acredito, tecnicamente, que é possível . Não saio falando bobagem. Procuro falar o que realmente sei que é possível e viável.
Comércio - Uma pergunta enviada por Ronaldo Pereira, que é Conselheiro do jornal. Ele pede pra que o senhor defina em rápidas palavras cada um dos seus adversários nessa disputa.
Cassiano - Não vou responder isso e explico por que. Se eu fosse falar alguma coisa dos candidatos, ia estar apresentando avaliações pessoais que nada contribuem para a disputa política. Gostaria muito que nós pudéssemos estar debatendo ideias. Se posso dizer alguma coisa dos candidatos é que todos eles, assim como eu, têm coragem de por a sua cara nessa disputa eleitoral. Não é brincadeira.

Raio-x
Nome: Cassiano Pimentel
Idade: 51
Estado Civil: casado com Rosana Jacometi Pimentel
Filhos: Moara e Lucas
Nasceu em: Franca
Profissão: agente de exportação de calçados e professor universitário
Cargos ocupados: vice-prefeito; secretário de Desenvolvimento Econômico e Agropecuária e secretário de Educação e Esportes.
Religião: Cristão
Esporte: Basquete

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários