‘Tomo antidepressivo, graças a Deus!’


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EM CASA - A escritora Cátia Moraes defende medicação
EM CASA - A escritora Cátia Moraes defende medicação

Outra defensora da medicação é a jornalista e escritora do livro Eu Tomo Antidepressivo, Graças a Deus!, Cátia Moraes. Ela viu o pai cair na cama com depressão e morrer anos depois, vítima de um AVC. Ele tinha 47 anos e ela 15.

O pânico de se deparar novamente com a doença a acompanhou durante muito tempo, motivo pelo qual, mesmo após uma crise de angústia e pânico, já adulta, ainda demorou a encarar os fantasmas e admitir o pavor da doença que ela nem falava o nome. Foram três anos de terapia e de resistência ao uso de antidepressivos até vencer o próprio preconceito e admitir que precisava tomar o medicamento. “Ele me deu uma estabilidade emocional, uma energia e uma disposição que eu não tinha. A partir daí, passei a acreditar na dinâmica da neuroquímica.”

A medicação hoje faz parte da sua rotina. Cátia já tentou parar, segundo ela em um processo natural de negação de quem começa o tratamento psiquiátrico. “Tive uma taquicardia que parecia uma escola de samba dentro do meu peito, percebi que o problema era emocional, falei com meu psiquiatra e voltei a tomar o medicamento. A taquicardia sumiu imediatamente. A partir daí, admiti que não poderia parar. Faz parte da minha vida, como a medicação de quem sofre hipertensão”.
 

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