Revista ‘Morar’ chega no domingo às bancas de Franca e Rib. Preto


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Dezessete milhões de pessoas sofrem de depressão no Brasil, segundo estimativa da OMS, Organização Mundial da Saúde. Os transtornos mentais e comportamentais, onde a depressão está incluída, ocupam o terceiro lugar no ranking de afastamentos do trabalho da Previdência Social. Somente em 2010 cerca de 80 mil pessoas tiraram licença médica por causa da doença.

Segundo o psiquiatra francano Carlos Henrique, a depressão é causada por um distúrbio nos neurotransmissores, responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios. Na maioria dos casos, a doença é genética. “Os fatores externos ambientais, como as perdas podem atuar como desencadeantes, mas se não houver terreno pré-disposto a depressão não se desenvolve”, afirma.

Há ainda outras doenças que predispõem o aparecimento da doença, como AVC (acidente vascular cerebral), ataques cardíacos, câncer e Mal de Parkinson. Alguns fármacos, como a reserpina, também podem colaborar com o desenvolvimento da depressão.

Exames como a ressonância magnética e dosagens da serotonina e noradrenalina podem ajudar a identificar e cuidar do problema. O tratamento é feito através de medicamentos que fazem aumentar a concentração de neurotransmissores na sinapse nervosa e de terapia. “Em medicina não se pode falar em cura, mas há tratamento para a doença e ele pode durar de seis meses a uma vida toda”, afirma.
 

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