José Rubens trabalhava como anestesista em Franca há mais de 20 anos. Participou de cirurgias em parceria com profissionais do Hospital São Joaquim e da Santa Casa. Mantinha ainda um consultório no bairro São José.
Ele também atuava como médico autorizador do Centro de Credenciamento e Processamento no DRS-8 (Departamento Regional de Saúde de Franca). Funcionário concursado do Ministério da Saúde, atendia no órgão mantido pela Secretaria Estadual de Saúde desde 1989. Tinha a função de reavaliar os pedidos de medicamentos de alto custo e de exames encaminhados. Normalmente, não tinha contato com pacientes.
Mesmo após as denúncias, o médico seguiu trabalhando no DRS-8 por mais algum tempo. Na tarde de ontem, funcionários disseram que ele teria se afastado há “uns seis meses” para tratamento de saúde. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que o médico não trabalha mais para o Estado, mas não soube informar quando aconteceu o desligamento. De qualquer maneira, a decisão judicial em primeira instância determinou a perda de cargo ou função pública que ocupava.
José Rubens foi afastado da Santa Casa no dia 3 de junho do ano passado, após a direção tomar conhecimento das investigações. Em seguida, foi desligado do Hospital São Joaquim e também deixou de atender no consultório.
Desde o ano passado, não é visto em Franca. O médico teria se mudado para Ribeirão Preto e não foi encontrado para comentar a condenação.
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