Após o Comércio da Franca ter publicado reportagem, em outubro de 2011, informando que o Ministério Público havia pedido a prisão do médico, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) anunciou a abertura de uma sindicância contra o anestesista. Mesmo com a condenação, ele não está impedido de trabalhar. Seu registro profissional continua valendo.
O processo aberto em Franca foi encaminhado para São Paulo e tramita na Câmara de Assédio Sexual do Cremesp. “O processo está em fase de conclusão. Acredito que o julgamento não deva demorar, mas não posso afirmar quando”, disse o conselheiro do órgão em Franca, Lavínio Camarim.
Durante todo o período em que corre o processo ético-profissional, o médico pode continuar exercendo normalmente a medicina, atendendo pacientes e fazendo cirurgias. Mesmo que venha a ser condenado internamente pela classe médica, dificilmente, a sociedade ficará sabendo. Ao contrário do que ocorreu na Justiça comum, o processo administrativo é mantido sob segredo no âmbito do Conselho Regional de Medicina.
Na sentença prolatada esta semana, o juiz Luciano Franchi Lemes expediu ofício ao Cremesp para eventual e imediata suspensão preventiva do exercício profissional do médico se assim entenderem os conselheiros. As peças constantes dos autos foram colocadas à disposição do Conselho Regional de Medicina.
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