Eu não passo de um louco.
Vivo trancafiado em meu corpo-hospício.
De manhã
desperto meus delírios
para suportar a sanidade alheia.
De noite visito meus sonhos.
Eles estão na UTI
de um hospital cuja fachada
é cinza-escuro.
A loucura é a morfina
da minha alma dorida
que clama por seu próprio fim.
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