O produtor Renato dos Reis disse que, apesar da crise na citricultura, tem conseguido encontrar mercado para sua produção.
No interior de São Paulo, produtores sofrem com a rejeição das indústrias, que não estão comprando novas safras por ainda terem estoques do ano passado. O suco brasileiro também não tem encontrado mercado no exterior, já que a última remessa tinha resíduos de um pesticida proibido nos Estados Unidos.
Segundo Reis, a saída que encontrou foi destinar sua produção para o consumidor. Ele vende as caixas para uma empresa que revende ao varejo. “O preço caiu muito. Uma caixa de 40,8 quilos que antes custava R$ 15 hoje é vendida entre R$ 6 e R$ 7.”
Responsável técnico das outras duas produções de laranja de Ibiraci, Bruno Fioreze Costa disse que a crise da laranja não tem atingido gravemente os produtores da cidade, pois eles possuem contrato fechado anteriormente com as indústrias compradoras. “Quem não tem contrato sofre mais, pois não encontra saída para sua produção.” As produções que têm assessoria técnica de Costa são vendidas para fábricas de suco da região de Bebedouro.
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