Alimento diário


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“Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12).

Receber a luz do mundo

O tema da mensagem desta semana é “A luz da vida” (Jo 8:12). Na semana passada estudamos João 9 e nesta semana veremos o capítulo 8, pois o nosso estudo é orgânico, não tem uma ordem seqüencial nem é de acordo com o que preferimos. Na mensagem anterior vimos que somos cegos de nascença, pois este século cegou nosso entendimento (2 Co 4:4). Embora consigamos ver as coisas físicas, não conseguimos ver as coisas referentes a Deus. Louvemos ao Senhor, pois ele veio até nós, trouxe a luz do mundo e nós a recebemos. Nessa luz, vimos que outrora estávamos mortos em nossos defeitos e pecados e carecíamos do Senhor e da sua salvação. Receber esse Senhor é receber a própria luz. Sua luz nos ilumina mostrando-nos toda nossa situação, porém, muitos não querem recebê-lo temendo que suas obras sejam expostas. Louvado seja o Senhor, por que sua luz veio a nós quando ainda vivíamos na região e sombra da morte, e por sua misericórdia nós a recebemos.
O Senhor como luz do mundo levou-nos a ver nossa situação. Então confessamos nossos pecados, arrependemo-nos, fomos perdoados por ele e ganhamos vida: essa vida é a luz dos homens. Quando a recebemos, tornamo-nos filhos da luz, portanto, a luz pode expressar-se em nós. Além disso, o Senhor não somente é a luz do mundo, como também a luz da vida: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da Vida” (Jo 8:12). Vejamos então em que circunstâncias o Senhor falou essas palavras.
João 8:1-6 relata que Jesus voltou novamente para o templo e ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram á sua presença uma mulher surpreendida em adultério e lhe disseram: “Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas, tu, pois, que dizes?” Mas diziam isso para ter de que o acusar. Se o Senhor Jesus dissesse: “Ela deve ser apedrejada”, talvez eles replicassem: “Se és o filho de Deus tão cheio de amor, porque mandas apedrejá-la”, talvez eles replicassem: “Se és o filho de Deus tão cheio de amor, porque mandas apedrejá-la? Onde esta teu grande amor?” Se ele dissesse: “Não a apedrejem”, eles poderiam dizer: “Ele é contra a lei de Moisés!”.
O Senhor sabiamente não respondeu, mas, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. Pelo fato de insistirem na pergunta, ele se levantou pra responder. Talvez nesse momento eles até pensassem que conseguiriam condená-lo. O Senhor, porém, falou com muita sabedoria: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, Tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão”. (vs 7 e 8). Jesus não respondeu de maneira direta, mas com sabedoria a fim de lhes trazer luz.
Por causa dessa afirmação do Senhor, os escribas e fariseus viram a luz do mundo. Antes de começar a apedrejar a mulher pecadora, olharam primeiro para si mesmos: “Acaso eu não tenho pecado?”.Ao fazer isso, eles foram iluminados e viram sua condição, quantos pecados tinham, e a começar pelos mais velhos, perceberam que já haviam cometido muitos pecados. Talvez tenham pensado: “Isso quer dizer que se atirar alguma pedra, estou afirmando que tenho pecado? Mas eu tenho! Se Jesus tivesse dito ficasse calado, talvez eu ainda pudesse argumentar, mas agora não posso mais atirar nenhuma pedra. Fui iluminado, vi minha condição pecaminosa, por isso vou embora”. E todos foram se retirando, a começar pelos mais velhos. A luz do mundo os fez confessarem seus pecados. Quando a luz vem até nós, somos expostos a fim de confessar os pecados, ser perdoados, libertados e purificados (cf.1 Jo 1:6-9). Que seja sempre essa a nossa reação!

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