O STJ (Superior Tribunal de Justiça) divulgou ontem o teor do habeas corpus que tirou da cadeia, na semana passada, a advogada Adriana Telini. Segundo os ministros, a acusada estava há muito tempo presa sem que seu caso fosse julgado. A demora é decorrente da anulação da primeira condenação da advogada, determinada pelo Tribunal de Justiça por falhas no processo. Ela chegou a ficar presa por mais de três anos e foi solta dias depois de ter sido condenada novamente, mas desta vez a cinco anos de prisão contra os 12 da primeira condenação. Para o promotor do caso, Telini só volta para a cadeia caso o recurso que apresentou seja aceito e a pena aumentada.
Adriana Telini havia sido condenada anteriormente pelo roubo de joias de clientes e da moto usada no crime. No novo julgamento, a Justiça entendeu que a advogada era culpada apenas pelo roubo das joias e a condenou à pena mínima.
O promotor Cláudio Escavassini acredita que Telini não deva voltar para a cadeia pelo roubo das joias, já que cumpriu mais de 60% da pena a que foi condenada. “Se essa sentença fosse definitiva, em tese ela teria direito de estar em liberdade. Em razão desta situação, nesse momento ela não seria mais presa. Ela aguardaria e cumpriria o restante da pela em liberdade.”
A nova condenação de Telini está em fase de recursos. A acusação quer que a pena seja maior pelo roubo das joias e que seja aceita a denúncia do roubo da moto. “Ela só seria presa com o reconhecimento do roubo da moto. Ou seja, somando as duas penas seriam mais de 12 anos. Se isso acontecer, aí sim poderá ser custodiada para que cumpra o restante da pena em regime fechado”, disse o promotor.
O advogado Rui Engrácia, que defende Adriana, também recursou a condenação alegando que sua cliente é inocente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.