Morto há dois anos, Belão ‘apoia’ Zetão para a Prefeitura de Restinga


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Zetão, prefeito de Retinga, disputa a eleição: antecessor morto é ‘cabo eleitoral’
Zetão, prefeito de Retinga, disputa a eleição: antecessor morto é ‘cabo eleitoral’

A atual campanha eleitoral é a primeira em 35 anos em que Clarindo Ferracioli, o Belão, não vai participar. Em 11 de outubro, quatro dias após as eleições, completam dois anos da morte do ex-prefeito de Restinga, vítima de um acidente de trânsito. O falecido pode estar ausente fisicamente, mas a imagem do folclórico político permanece presente nas ruas e reuniões políticas.

Belão participou de seis disputas para prefeito. Ganhou quatro e fez o sucessor em duas. Quando morreu, cumpria o quarto mandato. Os familiares herdaram sua paixão pela política e entraram de corpo e alma na campanha. Mandaram confeccionar um material de divulgação próprio com a foto de Belão em que declaram apoio à candidatura do atual prefeito Donizete Montagnini, o Zetão (PSC). Tudo, em nome do falecido Belão.

Zetão é irmão da viúva de Belão e assumiu a Prefeitura com a morte do cunhado. Agora, disputa as eleições com Amarildo (PMDB) - que ganhou com o apoio de Belão em 2004 - e Paulo Pitt (DEM).

Todas as segundas-feiras, a coordenação da campanha se reúne na casa do ex-prefeito para definir as estratégias. Os encontros acontecem em uma varanda. Sobre a mesa, há uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com a foto de Belão ao fundo. “Antes de todas as reuniões, fazemos uma oração pedindo para ele nos guiar e nos auxiliar. Tenho certeza que, de alma, ele está muito presente na nossa eleição”, afirmou Maurício Torres Penedo, genro de Belão.

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