Superávit primário está dentro da trajetória de meta, diz Augustin


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O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, destacou nesta quarta-feira que o superávit do governo central realizado de janeiro a julho deste ano é um resultado inferior ao verificado em igual período do ano passado, mas está "absolutamente dentro da previsão de cumprimento da meta". Nos primeiros sete meses do ano, o superávit somou R$ 51,9 bilhões. A meta para o ano é de R$ 96,97 bilhões. 
O secretário lembrou que, no ano passado, o governo decidiu aumentar o primário em R$ 10 bilhões em função de uma mudança no mix de política monetária e fiscal. "Estamos já acima da meta para o quadrimestre. Estamos cumprindo as metas do quadrimestre com antecedência", enfatizou. 
A meta para o segundo quadrimestre - que se encerra em agosto, é de R$ 46 bilhões. "Isso vai melhorar ainda no mês de agosto", afirmou. Augustin disse também que o resultado da Previdência Social, apesar de negativo, segue em trajetória favorável. "A tendência da Previdência é positiva dentro do que vem ocorrendo todos os anos. É uma conta que tem melhorado nos últimos anos", comentou. 
Quanto às receitas, Augustin salientou que o crescimento em 2012 tem sido "zerado". Ele destacou que o resultado nominal da arrecadação apresentou um crescimento de 7% de janeiro a julho. No mesmo período, o PIB nominal também subiu 7%. "Portanto, o crescimento da receita teve esse comportamento, foi anulado", disse. 
Augustin também justificou o resultado das receitas de junho e julho deste ano, que apresentaram fraco desempenho quando comparadas a igual período de 2011. "No ano passado, tivemos dois meses com receitas extraordinárias relevantes: em junho, o pagamento do refis e, em julho, de R$ 5,8 bilhões de uma demanda judicial de uma grande empresa", pontuou. "São por esses motivos que tivemos uma pequena queda nominal." 
O secretário disse que os efeitos extraordinários ocorreram só naqueles dois meses do ano passado. "Nos próximos meses, a receita deve ter desempenho bem melhor em relação ao mesmo mês do ano passado. Digo isso pois se trata, meramente, de efeito estatístico de junho e julho. Estamos confiantes (no aumento das receitas) nos próximos meses em função da recuperação da economia." 
 
 
PREVISÃO DE DIVIDENDOS - O secretário do Tesouro Nacional afirmou ainda que está mantida a previsão de ingresso de dividendos de R$ 26,5 bilhões em 2012. Segundo ele, em julho o BNDES pagou R$ 1,860 bilhão de dividendos e o Banco do Brasil mais R$ 479 milhões. Essas receitas com dividendos reforçaram o superávit primário em julho. 
Ao contrário de alguns analistas econômicos, o secretário não vê problemas de lucratividade das empresas estatais que possam dificultar o cumprimento da estimativa de ingresso de dividendos em 2012. "A lucratividade das empresas estatais está caminhando bem", disse.
Para ele, o governo não vê surpresas nem na previsão de receitas e nem de dividendos que consta na última reprogramação do Orçamento deste ano, divulgado em julho. "Reitero que a reprogramação é tranquila e os resultados são compatíveis. Não vemos surpresas nem para receitas como um todo e nem para dividendos", disse.
Ele não quis, no entanto, projetar se a avaliação deve se repetir na próxima reprogramação. "Não gostaria de antecipar uma análise que não tivemos. Reitero que não há grandes diferenças em nenhum item de receitas programadas", ressaltou.

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