A Câmara Municipal, que já foi tida como um rolo compressor do prefeito, por causa da facilidade que Sidnei Rocha (PSDB) tinha para aprovar projetos no começo de sua administração, transformou-se num território de Marco Aurélio Ubiali em pleno período eleitoral. O candidato do PSB angariou o apoio de quase a metade do Legislativo. Estão com ele sete dos 15 vereadores. O número é suficiente para travar uma votação ou rejeitar projetos.
Fazem parte da coligação de apoio à candidatura de Ubiali à Prefeitura os três vereadores do PSB, os três do PTB e um do PR, que passou a ter um assento na Câmara, ontem, com a posse de Pastora Míriam. “Fico feliz em ter tantos vereadores ao meu lado. A grande adesão mostra que somos a melhor opção e que a nossa candidatura está no caminho certo. Apesar de estarmos juntos, não interfiro na Câmara e eles votam de acordo com sua consciência.”
Eleito em 2008 com o apoio de dez legendas diferentes, Sidnei Rocha tem garantido, agora, apenas os votos dos três vereadores do PSDB, número insuficiente para aprovar sequer um nome de rua. Tem contado com o apoio dos adversários para conseguir aprovar as suas propostas.
Graciela Ambrósio, que disputa a Prefeitura pelo PP, também conta na Câmara com o apoio apenas dos três vereadores do partido. Já o PT de Gilson Pelizaro é apoiado no plenário pelos dois integrantes da própria bancada.
A adesão de parcela significativa dos vereadores à candidatura não significa que Ubiali terá maioria caso seja eleito. Serão pelo menos quatro baixas certas. Os três vereadores do PSB, Joaquim Ribeiro, Paulo Zamikhowsky e Válter Gomes, desistiram de disputar a reeleição. Pastora Míriam também não se candidatou.
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