Municípios paulistas com tendência para desastres naturais como deslizamentos de terras e inundações terão o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) na elaboração de cartas geotécnicas, documentos que subsidiam os planos de ocupação urbana e auxiliam na prevenção
A oferta do IPT é baseada na lei que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, de abril de 2012, e que prevê sistema de informações e monitoramento de desastres. Para que seja incluída na assessoria do IPT, a cidade deverá integrar o cadastro nacional de municípios e possuir “áreas suscetíveis de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos”.
Há casos em que, mesmo sem áreas de risco, os fenômenos naturais podem desencadear a necessidade de defesa civil. Um exemplo é Guaraci, próximo a Barretos. Teve a sua rotina bruscamente alterada em 2010 com ventos fortes que destelharam mais de mil casas e arrancaram cerca de 400 árvores. Daí a importância de mobilizar equipes nos municípios, segundo alertam os técnicos. E vêm aí mais um verão.
Aquecimento global em debate
O debate sobre as mudanças climáticas tem sido pautado por motivações ideológicas, políticas, econômicas e acadêmicas restritas, comprometendo princípios fundamentais da prática científica. É o que defende grupo de pesquisadores da área em carta aberta entregue à presidente Dilma Rousseff em maio deste ano, intitulada “Mudanças climáticas: hora de se recobrar o bom senso”. Os cientistas afirmam não haver evidências físicas da influência humana no clima global e tentam mostrar que ‘o alarmismo climático é contraproducente’.
Mito?
Entre os que pensam dessa forma está o pesquisador Ricardo Augusto Felício, doutor em Climatologia e professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, convidado a falar sobre o tema “Aquecimento Global: Fato, Mito ou Exploração Comercial?”, nesta segunda-feira, 3/9, em evento promovido em São Paulo pelo Ampliar, programa de educação e profissionalização de jovens em situação de risco social, em parceria com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
Ricardo Felício é conhecido por sua posição científica contrária à adotada por parte dos acadêmicos em relação à influência das atividades humanas sobre as mudanças climáticas. Para ele, a tese do aquecimento global “é um equívoco”.
Jovens
Para Maria Helena Mauad, presidente do Ampliar, o debate deve acontecer porque diz respeito ao destino do planeta. A instituição que ela preside forma anualmente mais de 2 mil jovens que alimentam expectativas em relação ao futuro e ao desenvolvimento profissional. “Ao realizarmos esse evento, cumpriremos nossa obrigação de trazer esclarecimento à população, em especial àqueles que cuidamos e preparamos para se inserirem na sociedade de forma produtiva e consciente.”
Coreanos em Piracicaba
As transformações da economia no Interior Paulista repercutem na imprensa nacional. O Estado de S. Paulo publicou matéria segundo a qual a montadora Hyundai levou a Piracicaba uma população flutuante de coreanos que tem aquecido a economia local. O bairro São Dimas virou uma espécie de Bom Retiro, bairro paulistano que abriga grande número de coreanos. Ali estão três restaurantes de comida típica, mercearia especializada em produtos orientais, drogaria com intérprete de coreano e hotéis que adaptaram seus serviços para melhor atender aos clientes estrangeiros.
Urbanismo
Os novos parcelamentos de solo feitos nos municípios paulistas deverão contar com projetos de arborização urbana elaborado por profissional habilitado, se for aprovado projeto de lei apresentado pelo deputado Itamar Borges (PMDB). Segundo Borges, muitos problemas são causados pelo confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos, como fiações elétricas, encanamentos, calhas, calçamentos, muros e postes de iluminação.
Impostômetro
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo alcançará nesta quarta-feira, às 16h30, a marca de R$ 1 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde o primeiro dia do ano. Neste momento, como exemplo, Jundiaí terá alcançado a marca de R$ 974 milhões; Taubaté, R$ 493 milhões; e Piracicaba, R$ 715 milhões.
Breves
• O governo do Estado vai contratar estudos de viabilidade da extensão até Campinas do trem de subúrbio que liga São Paulo a Jundiaí.
• A Synergy Aromas comprou uma fábrica para produção de aromas e um laboratório em Vinhedo, segundo divulgou o Brasil Econômico.
• Igualdade de gênero é o tema de concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos do CNPq. Informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br.
Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br
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