Em um planeta cada vez mais homogêneo, em que a tecnologia acabou com quase todas as fronteiras territoriais e facilitou o acesso ao conhecimento e à cultura universal, é preciso conquistar um diferencial para se destacar no mercado de trabalho atual, que está cada vez mais exigente e implacável.
Quem não está devidamente preparado fica fora do jogo. O que antes era visto como um diferencial, hoje é algo fundamental. Para se preparar de maneira correta, é preciso ficar atento aos rumos que a sociedade está tomando e o que deverá ficar em alta por um longo período. Assim é possível investir em algo que leve o seu currículo para um patamar mais elevado.
Pensando nisso, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo está oferecendo uma boa oportunidade para os estudantes do ensino médio de Franca e de outras três cidades do Estado: um curso gratuito da língua mais falada do mundo - o mandarim, idioma mais difundido na China, Malásia e Taiwan. Pensou que era o inglês, não é? Então saiba que ele ocupa “apenas” o terceiro lugar deste ranking. A medalha de prata fica com o hindi, a língua mais falada na Índia.
Mas afinal de contas, por que aprender o mandarim? “A China é um dos maiores parceiros econômicos do Brasil. Além de ser uma grande e poderosa alternativa para a crise que assola a Europa e os Estados Unidos”, diz o professor e coordenador do núcleo pedagógico de línguas estrangeiras regional, Cléder José Colares. “Na verdade o mundo inteiro está interessado na China. O nosso objetivo é facilitar a comunicação dos nossos alunos com aquele povo, preparando-os melhor para o mercado de trabalho e investindo no crescimento profissional dos mesmos”, completa.
Os interessados devem procurar o CEL (Centro de Estude de Línguas) da Escola Estadual “Torquato Caleiro” (rua Libero Badaró, 1150, Centro), até sexta-feira, para fazer a matrícula. Lembrando que são 110 vagas no total e as turmas serão dividas em duas, sendo que uma terá aula no meio da semana e a outra durante os sábados. Serão três anos de curso, tempo suficiente para garantir que todos os estudantes terminem o colegial com uma grande vantagem no currículo. “Franca só foi escolhida para este projeto inovador graças ao enorme interesse mostrado pelos alunos em conhecer o mandarim”, afirma Cléder.
ENSINO
A professora chinesa Wu Yue, responsável em ministrar as aulas, veio diretamente do outro lado do globo, através de uma parceria entre uma universidade brasileira e uma chinesa. Ontem, ela se apresentou para a turma, explicou como é a vida na nação mais populosa do mundo e o que espera ensinar para os alunos francanos.
Ela estudou português durante um ano e ainda sofre com a nossa língua. Apesar disso, Cléder garante que essa questão não será um problema e que, apesar das dificuldades, ela consegue entender bem. “É só falar devagar”, brinca.
OUTRAS OPÇÕES
Além do Mandarim, os alunos da rede estadual podem procurar o CEL para fazer o curso completo de espanhol, que tem três anos de duração e é oferecido para estudantes desde a sexta série. O inglês também é ensinado lá, porém, com foco na conversação. Esse tem duração de um ano.
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