Santa Casa de Franca e Estado estão perto de fechar valores


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Uma entrevista coletiva realizada no último dia 16 anunciou que o Estado enviaria ajuda para a Santa Casa de R$ 3 mi e que outras formas de repasses seriam acertadas rapidamente: participaram o presidente Luís Prior, o superitendente Fernando Bueno e o de
Uma entrevista coletiva realizada no último dia 16 anunciou que o Estado enviaria ajuda para a Santa Casa de R$ 3 mi e que outras formas de repasses seriam acertadas rapidamente: participaram o presidente Luís Prior, o superitendente Fernando Bueno e o de

A direção da Santa Casa de Franca estará presente, nesta segunda-feira, em São Paulo, na Secretaria de Estado da Saúde, para mais uma reunião com o comando da pasta. A motivação do encontro será, novamente, discutir a crise econômico-financeira da fundação e acertar os detalhes para que o Estado comece a enviar recursos para a cobertura do déficit operacional - atualmente bate à casa dos R$ 2,6 milhões mensais - o que estaria muito perto de ocorrer.

Participarão da conversa o superintendente da Santa Casa de Franca, Fernando Bueno Ribeiro, e o coordenador da CRS (Coordenadoria de Regiões de Saúde), Affonso Viviani Júnior. Eles já se reuniram na última semana e o encontro de segunda será uma sequência, onde serão finalizados os compromissos das duas partes - hospital e Estado - em relação, respectivamente, aos atendimentos sem interrupções e ao custeio do déficit.

Bueno está confiante quanto à reunião desta segunda e acredita que a novela em que se transformou a cobertura do déficit terá seu ponto final em breve. “A gente sente que a conversa está bastante produtiva. Acredito que haja disposição do governo em finalizarmos logo esta situação. De nossa parte, há. Até porque nossa necessidade é imediata”, afirmou.

No último dia 15, Bueno chegou a anunciar que promoveria uma suspensão de novos atendimentos para usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), inclusive urgências e emergências. Resolveria os casos de quem já estivesse internado, mas novos pacientes teriam de ser remanejados para hospitais particulares ou da região.

A situação estava caótica. Com uma dívida a longo prazo de R$ 46 milhões (com bancos) e outra imediata de R$ 11 milhões, com fornecedores, a Santa Casa está, constantemente, próxima de enfrentar problemas como o desabastecimento de medicamentos, insumos em geral e até mesmo alimentos. “O pessoal não queria mandar mais produtos, porque a dívida só ia aumentando e a gente não pagava e nem amortizava os valores”, disse o superintendente.

ALCKMIN
Ao receber a notícia de que os atendimentos seriam suspensos, veiculada no dia 16 último no Comércio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) teria determinado aos principais assessores, entre eles Affonso, que resolvessem a situação de imediato. Foram, assim, anunciados R$ 3 milhões para a fundação, que já poderão ser utilizados a partir de segunda-feira.

Questionado sobre o que fará com o dinheiro, Bueno resumiu. “Teremos que fazer milagre. Porque é muita gente para pagarmos, muitas empresas”, disse. Uma consultoria contratada pelo próprio Estado concluiu que a ajuda teria de ser de R$ 10 milhões imediata e superior a R$ 1 milhão por mês. “Eles somente comprovaram o que há tempos dizemos: a Santa Casa custa muito mais do que é repassado a ela”.

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