Leporace em obras


| Tempo de leitura: 2 min

Leporace em obrasDe forma geral, os moradores do Leporace envolvidos no imbróglio das lojinhas irregulares do bairro, e também aqueles que vivem em seu entorno, não estão encontrando sossego para tocar suas vidas. Depois de tantos impasses, discussões e disputas judiciais em torno do fim que levariam essas lojas, o que deixou muita gente apreensiva por um bom tempo, finalmente ficou decidido que elas seriam demolidas e que o espaço ganharia uma nova revitalização.

Mas a julgar pelo começo das obras, parece que os problemas e os impasses estão só tomando um novo formato. Se antes era apenas uma novela sem graça, agora está ganhando contornos de filme de terror, com direito a invasão de animais nada agradáveis ao convívio humano. Isso, obviamente, promete mais impasse, mais discussão e um bom teste de paciência para todos os envolvidos.

Matéria publicada por este Comércio na terça-feira, 21/08, mostrou que as obras de revitalização que estão sendo tocadas por uma empresa terceirizada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) já estão trazendo vários transtornos aos moradores do local.

De acordo com eles, foram necessários apenas 10 dias de trabalho para que os problemas começassem a aparecer. Os operários abriram as caixas de gordura subterrâneas do local para possíveis ações de desentupimento e assim as deixaram por aproximadamente 20 dias depois da abertura.

Durante esse período, com tamanha facilidade de acesso a toda essa sujeira, ratos e baratas começaram a infestar o local e a fazer a festa nas cercanias da obra. E isso sem contar com o mau cheiro que invade as casas a qualquer momento do dia.

As explicações, é claro, não convergem. Os moradores argumentam que a interrupção dos trabalhos deveu-se à falta de material, segundo informações que obtiveram com os próprios funcionários da obra. A CDHU disse que não houve interrupção e que esses problemas estariam ligados à fase inicial da obra. A Vigilância em Saúde do município, por sua vez, disse que só poderia orientar os moradores em relação às formas de combate aos ratos e baratas, mas que a resolução do problema caberia a CDHU.

Nesse novo jogo de empurra-empurra, é importante enfatizar o absurdo da situação. A despeito de qual seja o problema, é inconcebível que um equipamento sujo e bastante nocivo à saúde humana como as caixas de gordura fiquem abertas por mais de 20 dias à espera de material ou de qualquer outra ação por parte da empresa responsável pelas obras.

Para que essa nova situação não se transforme em mais uma polêmica desnecessária em torno das lojinhas do Leporace, seria bom que as autoridades competentes cobrassem da CDHU a sua responsabilidade sobre as obras. Porque ainda haverá muitas outras.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários