Alimento diário


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‘Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos’ (2 Co 8:3-4)

Mais bem-aventurado é dar que receber

É possível que os irmãos da igreja em Éfeso tivessem muitos bens materiais, pois só os livros de artes mágicas que queimaram equivaliam à quantia de cinqüenta mil denários (At 19:19). Nessa mesma viagem, Paulo foi à Macedônia e Acaia para ajudá-los espiritualmente e também levantar ofertas para as igrejas da Judéia. Entre as igrejas é necessário haver comunhão sobre as ofertas de riquezas materiais e sobre as necessidades dos santos, mas parece que ele não falou dessa necessidade com os efésios, embora os santos ali fossem de melhor condição financeira. Em Atos 20:33-35, falando aos presbíteros de Éfeso, Paulo diz: ‘De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes [...]. Tenho vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: mais bem-aventurado é dar que receber’. Parece que Paulo tentava ensinar aos efésios algumas lições acerca de ofertas de riquezas materiais: dar é melhor que receber. No conceito humano, a bênção é receber, mas Paulo lhes disse que a bênção é dar.
Em Atos 19:23-27 vemos que houve grande alvoroço em Éfeso, ainda relacionado com posses e bens materiais, pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos para a deusa Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocou-os e disse-lhes: ‘Senhores, [...] deste ofício vem a nossa propriedade [...], mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo da nossa profissão cair em descrédito, como também o do próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram’. Demétrio convocou o povo e fez esse discurso porque, depois que Paulo chegou e pregou o evangelho, muitos abandonaram os ídolos e se converteram a Deus, prejudicando os seus negócios. Cessado o tumulto, que causara grande alvoroço, Paulo chamou os discípulos, confortou-os, despediu-se e partiu para a Macedônia (20:1).
Na seqüência da terceira viagem, Paulo chegou à Macedônia para suprir os irmãos de palavra e também compartilhar com eles a necessidade de ofertas para Jerusalém. A igreja em Éfeso parecia ser rica materialmente, o que não ocorria com as igrejas na Macedônia, contudo podemos afirmar categoricamente que estas tinham o ministério da oferta de riquezas materiais. Em 2 Coríntios 8:1-4, vemos que Deus concedeu graça às igrejas da Macedônia, que, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque, na medida de suas posses e mesmo acima delas, foram voluntários, pedindo aos apóstolos a graça de participar da assistência aos santos. O termo assistência em grego é ministério. Podemos ver claramente aqui o ministério da oferta de riquezas materiais. O Senhor nos concede dons. Quando os usamos, recebemos graça e eles se tornam ministérios.
Os ministérios têm de ser executados e praticados na igreja, para que ela seja edificada e Deus possa valorizá-los. Se os ministérios de serviços, de ofertas e da palavra são aplicados fora do âmbito da igreja, não têm valor diante de Deus. Percebemos, porém, que as igrejas na Macedônia não somente tinham o dom de ofertar, mas o ministério de ofertar. Tudo isso ocorreu durante a terceira viagem ministerial de Paulo.

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