Pequenas empresas têm maioria das vagas


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Arnaldo Mariano de Oliveira, proprietário da Kalce.com, na linha de produção da pequena empresa, fundada como micro há dez anos
Arnaldo Mariano de Oliveira, proprietário da Kalce.com, na linha de produção da pequena empresa, fundada como micro há dez anos

Mais de 40 mil empregos formais em Franca são provenientes das micro e pequenas empresas. É o que aponta estudo divulgado pela unidade do Sebrae no município. Intitulada Perfil Econômico Municipal, a pesquisa leva em consideração dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) referentes ao ano de 2009. Os 41,6 mil empregados das micro e pequenas empresas do município correspondem a 57,6% do total de empregos formais daquele ano, ou seja, mais da metade da força de trabalho com registro em carteira está nestas empresas.

De acordo com a gerente regional do Sebrae Franca, Iroá Nogueira, a projeção do número de funcionários nas micro e pequenas empresas do município é crescente. “A trajetória do número de empregados é de crescimento. Em comparação aos demais municípios do Estado, nos encontramos na média de crescimento (de número de empresas e funcionários), mas estamos acima da média do índice de sobrevivência (empreendimentos que permanecem no mercado após dois anos)”, explica. De acordo com o estudo do Sebrae, o índice de sobrevivência das empresas na região é de 84%, enquanto que no resto do Estado esse índice corresponde a 77%.

Atualmente, Franca tem mais de 18,6 mil micro e pequenas empresas, distribuídas nos setores industrial, comercial e de serviços. Apesar de mais da metade dos empreendimentos concentrar-se no comércio (9,4 mil empresas), é no setor industrial que está o maior número de empregados. São 20,7 mil funcionários distribuídos nas pouco mais de 5 mil indústrias, o que representa 49,6% do total de empregados em todos os setores.

A justificativa, de acordo com Iroá, é a diferença na classificação de micro e pequenas empresas no comércio e na indústria. “Uma indústria pode ter até 100 funcionários que ainda é classificada como pequena empresa. No caso do comércio, o número máximo de funcionários é 20. Empresa comercial com mais de 20 funcionários passa a ser média empresa”, diz.

Além do número de funcionários, a classificação de porte de uma empresa também leva em consideração o seu faturamento. No Estado de São Paulo, empreendimentos que faturam até R$ 360 mil anuais são classificados como microempresas. Negócios com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões entram na categoria de pequenas empresas.

O proprietário da Kalce.com, Arnaldo Mariano de Oliveira, abriu em 2003 uma indústria especializada na produção de calçados masculinos. Com apenas seis funcionários na época, a empresa era classificada como micro. “Nos primeiros meses produzíamos apenas 36 pares/dia. Quando a empresa completou um ano, a produção já havia aumentado para 200 pares/dia”, diz. Até 2009, Oliveira mantinha a empresa juntamente com um sócio.

“Quando optamos por separar a sociedade, pensei até em fechar a empresa, pois não tinha muito conhecimento na área de produção. Com a ajuda do Sebrae, tive assessoria total no setor produtivo da empresa. Como eu já tinha uma produção enxuta com mão de obra qualificada, resolvi expandir o negócio.”

Atualmente, a indústria de Oliveira tem 67 funcionários, e passou de micro para pequena empresa. A produção diária da Kalce.com é de mil pares de sapato. Nos quase dez anos de empresa, Oliveira se diz satisfeito. “Hoje eu participo de exposições como a Couromoda e a Francal, com subsídios da Prefeitura e do Sebrae, o que sem dúvida dá maior visibilidade à empresa.”

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