Barulho excessivo em fábricas gera oito queixas a cada mês em Franca


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Fernando Masini, dono de loja de manutenção de equipamentos, regula máquina de chanfrar
Fernando Masini, dono de loja de manutenção de equipamentos, regula máquina de chanfrar

A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) registrou 58 reclamações de perturbação referentes a indústrias de Franca de janeiro a julho deste ano. São, em média, 8,2 queixas por mês, contra 7,7 queixas mensais do ano passado. No total, foram 93 casos em 2011.

De acordo com a fiscal credenciada da Cetesb Vera Silvia Barillari, o problema é causado por fábricas de pequeno e médio porte, como bancas de pesponto. Pelo fato de elas geralmente serem localizadas em bairros residenciais, o ruído e vibração gerados pelas máquinas acabam se tornando um incômodo para os vizinhos. “O ruído muitas vezes é causado porque a fábrica não têm equipamentos de controle, ou então pelo fato de o maquinário estar desregulado.”

Fernando Masini, dono de uma loja de manutenção de máquinas para calçados que tem como profissão tornar os equipamentos menos barulhentos, já foi vítima da poluição sonora de fábricas. “Na rua onde eu moro no Jardim Paulistano I, tem uma fábrica de calçados com três balancins. No fundo da minha casa, que fica de frente à fábrica, eu conseguia escutar as máquinas. O problema só melhorou quando sugeri que colocassem amortecedores nos balancins. No entanto, para isolar completamente o ruído dos maquinários de qualquer fábrica, só transformando-o num estúdio de som”, diz.

Masini afirma que a sua rua não deveria ter fábricas, por ser estritamente residencial, mas ele reconhece que o problema de ruído em fábricas na cidade não deve terminar tão cedo. “A última coisa que o empresariado pensa é no barulho que suas máquinas fazem. As fábricas francanas são todas levadas ‘nas coxas’.”

Segundo a fiscal da Cetesb, quando o órgão recebe uma queixa por perturbação, eles visitam a fábrica para constatar se o problema realmente existe. “Nos fazemos a medição de decibéis, cujo limite varia de local para local. Se a aparelhagem indicar um nível acima do permitido, damos um prazo de 30 dias para a fábrica se adequar.” Na área urbana, durante o dia, o limite varia de 50 a 70 decibéis (ver quadro abaixo). Só para comparar, o som de uma furadeira vai de 100 a 105 decibéis.

Na maioria dos casos, a advertência é o suficiente para que as fábricas se regularizem, segundo a fiscal. Caso contrário, a Cetesb pode aplicar uma multa que varia de R$ 184 a R$ 18.440.

As reclamações podem ser feitas por e-mail (franca@cetesbnet.sp.gov.br), por telefone (3724-5922) ou pessoalmente, na av. Dr. Flávio Rocha, 4.551.

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