Casal foi rendido por 3 homens armados


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Reprodução de foto da dona de casa Carolina Neves Carrijo, que fez mais de dez operações na vida
Reprodução de foto da dona de casa Carolina Neves Carrijo, que fez mais de dez operações na vida

No dia em que foi baleada, 5 de agosto, Carolina Neves Carrijo, 67, e o marido foram visitar o sítio do casal em Ibiraci. Chegaram em casa por volta das 10 horas. Carola, que gostava de cozinhar, almoçou com o marido, Melchior Carrijo, 71. Como de praxe, os dois descansaram durante a tarde.

Depois do “cochilo”, Carolina resolveu coar café. Melchior abriu o portão da garagem e se sentou numa cadeira para observar o movimento na avenida Brasil, como fazia frequentemente. Sentiu o aroma do café e entrou para tomar uma xícara. Deixou o portão aberto porque pretendia retornar. De repente, o casal se viu rendido por três bandidos encapuzados e armados com revólver. “Eles mandavam eu abrir o cofre. Falavam que eu tinha cofre. Um foi me empurrando até o quarto e dois ficaram com a Carola na varanda”, lembra Melchior.

No quarto, o bandido revirou gavetas e porta-joias. Melchior disse que o assaltante lhe deu um soco na nuca e ele caiu na cama. Foi neste instante que escutou o disparo do tiro vindo da varanda. Ao chegar à porta da varanda, se deparou com Carolina vindo em sua direção, com o corpo encurvado, sangrando. Os dois, seguidos por um dos ladrões, caminharam juntos até o quarto. Num ato de coragem, Melchior disse que conseguiu bater a porta do quarto e trancá-la, deixando o bandido do lado de fora.

Os três assaltantes fugiram levando joias e R$ 650, além das chaves do imóvel. Melchior pediu ajuda a um vizinho. Carolina estava consciente. Foi levada, com uma toalha estacando o sangue até a Santa Casa no carro da polícia.

Conseguiu ainda contar o que os bandidos fizeram com ela ao marido. “Ela disse que um dos bandidos ficava chutando a cachorrinha poodle dela, a Melissa, que era seu xodô e ela pediu para não judiar dela. Ele atirou no seio dela.”

A bala entrou pelo peito, atingiu a barriga e saiu nas nádegas. Perfurou o intestino. Também atingiu a pata da cachorra, que teve o tendão rompido. “Se não fosse a cachorrinha, o tiro podia ter pego no coração da Carola e ela teria morrido na hora. Foi uma covardia. Pegaram tudo que queriam, não precisavam atirar”, disse o viúvo, emocionado.

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