Filhos de dentista dormiam quando iniciou o fogo em casa de Portugal


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Mãe havia trancado o quarto e jogado gasolina na cama
Mãe havia trancado o quarto e jogado gasolina na cama

Dois dias após o incêndio seguido de explosão que matou a dentista francana Luciana Pinheiro Garcia Gioso, 40, e os dois filhos que moravam em Portugal, a imprensa do país - com base em informações da polícia local - começou a montar o quebra-cabeça do que aconteceu na manhã de quarta-feira na residência onde a família vivia em Castro Marim. Segundo peritos portugueses, a mulher teria trancado o quarto, jogado gasolina no cômodo e nos móveis e ateado fogo com um isqueiro, enquanto os filhos dormiam. O marido de Luciana e pais das crianças, de 14 e 12 anos, havia saído para trabalhar duas horas antes do acontecido.

A Polícia portuguesa também divulgou à imprensa que a dentista apresentava “um quadro depressivo muito grave” e encontrou no quarto junto aos corpos um recipiente com combustível e um isqueiro de cozinha. Ontem amigos de Luciana nas redes sociais lamentaram as mortes e confirmaram em depoimentos que a dentista estava doente.

Segundo relatos dos jornais portugueses, a dentista esperou o marido sair para trabalhar, trancou o quarto, jogou combustível na cama e no armário e colocou fogo. No momento, os filhos Leonardo e Letícia Garcia Gioso dormiam deitados em colchões no chão. Eles estavam no quarto dos pais por ser o único com ar condicionado na casa. É verão em Portugal.

A explosão, inclusive, teria ocorrido em razão do acúmulo de gases. Momentos antes, o filho Leonardo acordou com o calor do fogo e gritou, tentando sair pela porta voltada para a piscina. Mas não conseguiu escapar antes da explosão que espalhou destroços pela área de lazer da casa. A conclusão, de acordo com o publicado pela imprensa, é da Polícia Judiciária de Portugal (espécie de Polícia Civil do Estado) com base na posição dos corpos nos quartos, que ficaram carbonizados.

FUNERAL
Ontem a imprensa portuguesa informou que os corpos da mãe e das duas crianças ainda não foram liberados e continuam no gabinete médico legal do Hospital de Faro em Portugal.

Um dos irmãos de Luciana, em Cristais Paulista, disse à reportagem que a família ainda não decidiu se os corpos virão para o Brasil e a existência da hipótese da irmã e os sobrinhos serem cremados em Portugal e somente as cinzas serem enviadas para os familiares. O irmão afirmou que os pais não viajaram para o país e somente um irmão do marido de Luciana está lá para ajudar na liberação dos corpos e confortá-lo. O marido de Luciana também era dentista. O casal, segundo parentes, se conheceu no Brasil e se mudou para Portugal há 17 anos na intenção de montar uma clínica odontológica. Os dois filhos nasceram no país europeu, mas tinham dupla nacionalidade.

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