Justiça de São Paulo concede liberdade para Cabo Bruno


| Tempo de leitura: 2 min

 

Gheisa Lessada Agência Estado
 
Acusado de matar ao menos 50 pessoas, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno, pode ser solto, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Cabo Bruno ficou conhecido na década de 1980, quando estaria no comando de um esquadrão da morte. Depoimentos afirmam que a maioria eram bandidos da periferia da zona sul de São Paulo. 
O indulto pleno, determinado na quarta-feira pela 2ª Vara de Execuções de Taubaté, no interior do Estado, declara extintas as pena privativas de liberdade e concede o alvará de soltura. De acordo com a sentença, o Cabo Bruno foi condenado a 117 anos, quatro meses e três dias de reclusão. O agente militar foi preso em 26 de setembro de 1983 e deve ser solto nos próximos dias, após ter cumprido 28 anos da pena.
Durante o período de reclusão, a Justiça registrou três fugas, sendo a última recaptura em maio de 1991. Após cumprir 20 anos de prisão ininterrupta, o acusado adquiriu o direito de indulto, afirma o documento, no dia 29 de maio de 2011. Conforme a decisão, Oliveira se comportou bem durante o cumprimento da pena, sem cometer faltas disciplinares. O documento é assinado pela juíza Marise Terra Pinto Bourgogne de Almeida.
 
 
AINDA HOJE - O ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, deve deixar ainda nesta quinta-feira o presídio de Tremembé, na região do Vale do Paraíba em São Paulo. O advogado dele, Fábio Tondati Ferreira Jorge, afirmou ao Grupo Estado que o ex-policial militar pretende sair ainda nesta quinta e ir direto para sua residência, sem informar a localização. Segundo Tondati, Oliveira foi exonerado do cargo e pretende viver vendendo quadros.
Acusado de matar ao menos 50 pessoas, Cabo Bruno ficou conhecido na década de 1980, quando estaria no comando de um esquadrão da morte. Depoimentos afirmam que a maioria eram bandidos da periferia da zona sul de São Paulo.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários