Justiça manda soltar a advogada Adriana Telini


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Adriana Telini é vista, em foto de arquivo, deixando viatura da polícia no Fórum de Franca
Adriana Telini é vista, em foto de arquivo, deixando viatura da polícia no Fórum de Franca

Três anos e cinco meses após ter sido presa, a advogada Adriana Telini Pedro deixou a cadeia ontem à noite. Acusada de envolvimento em roubo, formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas, ela foi colocada em liberdade por ordem do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A advogada estava presa na Penitenciária de Santana, em São Paulo, desde o dia 20 de março de 2009. Telini havia sido condenada a 12 anos e 8 meses de prisão pela suposta participação no roubo cometido contra um casal de vendedores de joias. O crime aconteceu no dia 21 de janeiro de 2008, diante do escritório em que ela atendia na rua Marechal Deodoro, no Centro da cidade. Segundo a polícia, a advogada e o noivo teriam tramado o assalto aos próprios clientes.

Em setembro do ano passado, a condenação pelo roubo, proferida em primeira instância, foi anulada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) por erros na instrução do processo.

Mesmo com a anulação, Telini continuou presa por quase mais um ano. O relator do processo se ateve apenas a anular a decisão de primeira instância, mas não analisou o mérito. A defesa da advogada ingressou com um habeas corpus no STJ.

Anteontem, o pedido de soltura foi julgado e deferido em Brasília. Cerca de 24 horas depois, Adriana Telini já estava nas ruas. Fontes próximas à família disseram que ela deverá permanecer fora de Franca nos próximos dias para evitar assédios.

A anulação da sentença e a consequente soltura não significam que Adriana Telini se livrou das acusações de roubo. O processo voltará para a Comarca de Franca, onde um juiz analisará novamente as partes anuladas.

Os erros apontados na instrução podem ser corrigidos. A Justiça poderá optar por uma nova sentença ou manter a decisão já tomada no primeiro julgamento.

Adriana Telini também havia sido condenada por estelionato, formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas. As sentenças estão em fase de recurso.
 

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