Os sete candidatos a prefeito de Franca se reuniram na manhã de ontem no Teatro Judas Iscariotes, no bairro Cidade Nova, para falar sobre crianças e adolescentes. O encontro foi organizado pelo CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Os concorrentes explanaram por cinco minutos cada seus planos para o setor e no final assinaram um termo, se comprometendo a priorizar o atendimento às crianças e adolescentes. Alexandre Ferreira (PSDB) classificou a maioria das propostas dos adversários como “etílicas e loucas”.
A reunião contou com a participação de aproximadamente 50 pessoas, a maioria representantes de creches. “Este encontro teve como objetivo dar oportunidade para que os candidatos apresentassem suas propostas para as crianças e os adolescentes e para a assinatura do termo, onde o futuro prefeito se compromete a, junto com o Conselho, trabalhar para fortalecer a política de atendimento dos menores e garantir que os direitos previstos em lei sejam atendidos com prioridade”, disse Sônia Maria de Andrade Souza, presidente do CMDCA.
Membros do Conselho destacaram que muitas ações precisam ser feitas já em 2013. Entre as prioridades, o CMDCA destacou a instalação do 2º Conselho Tutelar, a criação de uma nova política de atendimento e internação dos menores dependentes químicos, vagas em creches e ações complementares que possibilitem a instalação de escolas em tempo integral.
Graciela Ambrósio (PP), Marco Ubiali (PSB), Gilson Pelizaro (PT), Cassiano Pimentel (PV), Hamilton Chiarelo (PSol) e Marcelo Bomba (PTC) e Ferreira concordaram com o termo sem fazerem objeções.
CRÍTICAS
Para Sônia Souza, presidente do CMDCA, o encontro foi “altamente positivo”. A mesma opinião não foi compartilhada por Gláucia Limonti, do Conselho Tutelar. Ela acusou os candidatos de não estarem acompanhando de perto o que tem acontecido com os menores e que “esperava uma posição mais firme” deles.
A conselheira também atacou a atual administração por não abrir vagas em creches para 2 mil crianças e deixar 5 mil adolescentes na fila de espera por um lugar no Programa Menor Aprendiz. O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, que participou do encontro, classificou as declarações da conselheira como “uma fala infeliz, extremamente inoportuna”.
PROPOSTAS
Veja o que alguns concorrentes a prefeito disseram no encontro
• Primeiro a falar, Marcelo Bomba (PTC) disse que “o pior aborto que existe não é a matança do feto, é o aborto institucional que os governantes praticam com crianças e adolescentes”. Ele prometeu, se eleito, elaborar um projeto que atenda o setor.
• Marco Ubiali (PSB), que chegou 25 minutos atrasado - alegou estar atendendo pacientes -, disse que tudo o que foi dito pelos adversários era verdadeiro, bom e deveria ser feito. “O que diferencia é a visão que cada um tem sobre como fazer.”
• O candidato do PSol, Hamilton Chiarelo, que se autointitulou de “representante das camadas mais pobres”, disse, assim como Graciela Ambrósio, Gilson Pelizaro, Cassiano Pimentel e Ubiali, que a escola em tempo integral é a solução.
• Alexandre Ferreira (PSDB) disse ser “azarado” por ter sido sorteado para falar por último. Atacou as propostas adversárias, dizendo que “a maioria é etílica e louca”, e que só uma rede integrada entre todos os setores é capaz de solucionar os problemas.
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