Dragões só existem na imaginação


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Dragões não existem nem nunca existiram na vida real. São frutos da imaginação dos homens. Desde eras muito antigas este animal aparece nos relatos humanos. Diziam até, em determinada era conhecida como Idade Média, que as manchas escuras que avistamos na face da Lua em sua fase cheia, eram as sombras de São Jorge lutando com o Dragão. Muita imaginação!

O dragão costuma ser representado como grande serpente ou imenso lagarto com o corpo coberto de escamas. Na imaginação dos artistas apareceu muitas vezes também com asas de águia, garras de leão, pescoço muito comprido, boca enorme e língua bífida. A língua bífida é aquela partida na ponta. Comumente o dragão é mostrado expelindo fogo pela boca e pelas ventas.

Como os dragões eram mostrados em histórias e dese-nhos com uma aparência de lagartos, alguns destes passaram a ser conhecidos como tais. São eles: dragão- de- komodo; dragão-do-banhado; dragão-do-brejo; dragão-do-mar; dragão-marinho; dragão-voador. Nenhum se aproxima em feiúra e malvadeza do dragão imaginado pelos povos e transformado em lenda. O mais feroz é o dragão-de-komodo, que vive na Indonésia e chega a medir 3,5 metros.

Citamos seis espécies de lagarto. É uma cifra muito pequena. Porque existem atualmente 5634 espécies de lagartos descritos pelos biólogos. Este número abrange desde os animais minús-culos de 3 cm, até as feras impressionantes como o tal de komodo. Uma das espécies mais agressivas é o monstro-de-gila, que mede cerca de 60 cm. São caçadores e, quando sentem fome, podem caçar animais maiores que eles, como os coiotes.

Os lagartos tipo monstros-de- gila só atacam o homem quando provocados. Têm a tal língua bífida, partida ao meio. Sempre que mordem, inoculam veneno por meio de dois dentes da mandíbula. Estes dentes são muito afiados. O veneno chega à carne da vítima, animal ou homem, e provoca grande dor. Pode matar.

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