Candidato defende hospital municipal


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Marcelo Bomba disse que a Prefeitura é refém da Santa Casa que a todo o momento ameaça cortar serviços. Ele assumirá o controle da gestão plena da Saúde caso seja eleito. Propôs a criação de um hospital municipal para substituir o modelo em vigor. “Se for para a Prefeitura bancar a Santa Casa, ela que monte um hospital para ela e jamais ficará refém. Recursos há.”

O hospital seria instalado no pronto-socorro que acaba de ser inaugurado na Vila Imperador. Para isso, descentralizaria o atendimento com a construção nos bairros de quatro UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) que, segundo ele, já teriam sido autorizadas pelo governo federal. “O PS ficou belíssimo, parece um shopping. Ali, com algumas adaptações, você transforma rapidamente em um hospital municipal.” Disse que compraria serviços de outros hospitais para resolver o problema das cirurgias eletivas. Preferiu não avaliar a direção da Santa Casa.

Bomba afirmou que sobra dinheiro para a Educação e que o setor precisa ser prioridade. “O problema é que o governo comprou o prédio do esqueleto e as casinhas da Regina Duarte. Não falta dinheiro, falta coragem. Vontade política.” Para abrir novas vagas em creches, ele propôs adaptar escolas ameaçadas de serem fechadas pelo governo estadual por falta de alunos até a construção de novas unidades.

Em relação ao transporte, afirmou que exigirá que a empresa concessionária do serviço cumpra o contrato, o que não estaria acontecendo. Prometeu criar um projeto viário para depois resolver o problema do trânsito. Disse que o viaduto vai trazer mais problemas do que soluções, pois as vias próximas não foram preparadas para escoar o fluxo de veículos. “O cidadão acorda de manhã, megalomaníaco, e fala: ‘Hoje nós vamos fazer um viaduto’. Fez algum estudo? Não. É por vaidade, para colocar o nome da mãe.”

A entrevista na íntegra do candidato será publicada domingo pelo Comércio.

O sabatinado de amanhã é Marco Aurélio Ubiali (PSB).

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