Unidade Básica de Saúde do Aeroporto fica sem médico


| Tempo de leitura: 2 min
Márcio Taveira, 50, e Carlos Alberto Arruda, 54, estavam inconformados com a falta de médicos da unidade de saúde 24 horas
Márcio Taveira, 50, e Carlos Alberto Arruda, 54, estavam inconformados com a falta de médicos da unidade de saúde 24 horas

A UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Aeroporto ficou sem médico durante parte da noite de ontem e início da madrugada de hoje. Um usuário do serviço procurou o Comércio para denunciar que desde as 19h30 não havia médico na unidade que funciona em expediente de 24 horas. A reportagem foi até o local e confirmou com os funcionários a ausência. Às 21 horas havia apenas três funcionários da enfermagem que orientavam os pacientes a procurar o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Um médico trabalhou das 22 horas até um pouco depois da meia-noite. Um outro profissional que deveria entrar à zero hora não tinha chegado à unidade até 0h51 de hoje.

A secretária de Saúde, Rosane Moscardini, não soube dizer o que gerou a confusão. “Realmente eu não sei o que aconteceu. Normalmente, não é assim. O médico solicita (a transferência) e a gente coloca outro para não acontecer esse buraco.”

O comerciante Márcio Taveira, 50, morador no bairro Chico Neca, não encontrou atendimento para sua filha. “Isso é uma falta de vergonha danada. No meu caso, tenho carro para ir até o pronto-socorro, mas e quem não tem?”

Outros que já usaram o serviço do PS preferiram insistir na UBS. A dona de casa Iolanda da Silva, 61, chegou às 19h35 e foi informada que não haveria atendimento até as 22 horas. Um médico “tapa-buraco” cuidaria dos pacientes que chegassem à unidade entre as 22 horas e a meia-noite. Ela preferiu aguardar. “Já fui no ‘Janjão’ (novo PS) semana passada e me receitaram Buscopan e pediram para beber bastante água”, disse Iolanda que afirmou ter sido diagnostica na oportunidade com infecção urinária. Como seu problema não foi resolvido, preferiu esperar por atendimento na unidade básica.

O MOTIVO
Segundo o diretor do posto de atendimento, Adélio Peixoto, o profissional que fazia o plantão das 20 às 7 horas pediu remoção para o novo PS “Álvaro Azzuz”. Em seu lugar foi destacado outro profissional que faria o atendimento a partir das 22 horas até meia-noite. Deste momento em diante não haveria atendimento médico. Segundo a chefe da enfermagem, os pacientes em estado grave eram transportados de ambulância para o pronto-socorro.

Rosane informou que um segundo médico seria destacado para o local para completar a jornada até as primeiras horas da manhã de hoje. “O pessoal (da UBS) entrou em contato comigo e nós já colocamos um profissional lá que cobrirá o horário da meia-noite às cinco da manhã.” Entretanto, quase uma hora depois, ele não havia chegado.

A secretária reforçou que o problema é geral e afeta não apenas a unidade do Aeroporto, como também outras unidades de saúde municipais e tem relação direta com a falta de médicos na rede pública de saúde. “Nós temos um problema na rede como um todo. Mas antes da gente transferir (um médico), em via de regra, é feita uma negociação. Eu não posso descobrir um santo para cobrir outro.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários