Arrozinho, Cobra, Danin, Xis, Mini, Facim, Pardal, Petsensurado, Sapão, Tipão e Vermei. Não, esta não é a escalação de nenhum time de futebol amador que atua nos fins de semana nos campos de várzea de Franca. É apenas uma pequena amostra de alguns nomes de candidatos a vereador que poderão ser visualizados nas urnas eletrônicas durante as eleições municipais de outubro. Eles adotaram apelidos diferentes para tentar se destacar entre os concorrentes a uma das 15 vagas na Câmara Municipal de Franca.
O GCN Comunicação examinou a lista de postulantes publicada no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e encontrou outros nomes diferentes, como Empreguete Luzia Marta, Li das Galinhas, Maria Luiza Cão que Mia, Sussen e Zé Verdura.
Há apelidos dos mais diversos, desde vinculados a alguma profissão, a personagens variados, a animais e até nomes que aparentemente possam não fazer sentido.
“A possibilidade de utilização de apelidos tem fundamento legal, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente”, explica Henrique Garbellini, advogado e professor de Teoria do Estado e Ciências Políticas da Unifran.
Dos 285 candidatos, 52% usam apelidos no “nome de urna” - aquele que aparece na tela da urna eletrônica. Os nomes de batismo, de acordo com os entrevistados, muitas vezes são desconhecidos, o que poderia prejudicá-los, já que eles são lembrados por seus codinomes.
Garbellini lamenta o fato de haver eleitores que votam no que parece diferente, estranho, engraçado ou mesmo bizarro, se esquecendo da seriedade e importância da escolha de um candidato que tenha projetos interessantes para a cidade. “Apelidos que não contribuam para a finalidade adequada não parece ser uma prática conveniente para o exercício eleitoral político”, disse o professor universitário.
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