‘Revolta’


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Acredito que não há ninguém que, ao ler ‘Gosto amargo na boca’, assinado pelo jornalista Luiz Neto, deste Comércio (aqui) a respeito do bárbaro crime que vitimou a senhora Carolina Neves Carrijo, fique sem sentimento de revolta dentro de si, tal a crueldade da ação. Luiz está coberto de razão quanto ao endurecimento da lei penal. No entanto, reina hipocrisia quando tal assunto é discutido. Parece que os políticos, aqueles que elaboram as leis e que são ajudados pelos mais renomados criminalistas do Brasil, não têm interesse em modificações tão almejadas pela população tão ameaçada. É tempo de mudanças fortes e precisas. Defendo a pena de morte em alguns casos. Sei que a pena capital não resolverá definitivamente a violência reinante no País, mas ajudará muito, pois o bandido pensará várias vezes antes de cometer barbaridades. Sei também que serei criticado por alguns ao expor esta minha opinião, mas não me importo porque não sou hipócrita. O trágico acontecimento que tirou brutalmente a vida de uma senhora idosa (...) marcará para sempre a vida de seu marido (...) e demais familiares, a revolta jamais se apagará. Tal fato poderia ter acontecido com qualquer um de nós, inclusive com autoridades constituídas; portanto, não podemos ficar mais sob o manto do esquecimento, ou seja, mais um crime que o tempo apagará até que venha outro e mais outro e mais outro, indefinidamente. Meu sincero pesar à família Carrijo, em especial ao senhor Melchior.

João Bittar Filho
Franca - SP
 

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