Fala sério, os internautas merecem um prêmio pela criatividade que parece não ter fim. Claro que são milhões de pessoas, mas quantidade não explica a qualidade das montagens criadas pelos brasileiros. Basta uma ideia na cabeça e o mínimo de conhecimento em Photoshop ou programas semelhantes, jogar em alguma rede social e esperar. Somente o tempo vai dizer se a criação cairá no esquecimento ou se ela se transformará em um “meme”.
Para quem não sabe, “meme” é algo que se propaga de forma intensa e rápida pela rede. Ao longo dos anos existiram vários e vários, como o “Cão da Depressão”, “Pedobear”, “Troll Face” e, mais recentemente, “Luiza do Canadá” e “Para Nossa Alegria”.
Agora, outro personagem entrou para este grupo. Direto das profundezas do baú, o eterno Trapalhão, Mussum, caiu no gosto dos internautas, que se apossaram do rosto hilário do humorista e do modo particularmente estranho que ele falava, acrescentando as terminações “is” ou “évis” nas palavras. Pronto, só isso foi o suficiente para que inúmeras montagens fossem criadas e difundidas pela internet.
Nunca ouviu falar dele? Então provavelmente você tem menos de 17 anos e acha que o Didi sempre foi chato. Não, meus amigos. Ele era o líder de um grupo de humor chamado “Os Trapalhões”, que fez muito sucesso nos anos 80 e início dos 90, com um programa na Globo e vários filmes. Mussum era o único negro do grupo e considerado o mais engraçado entre eles. Seu nome real era Antônio Carlos Bernardes Gomes. Era porque, no dia 29 de julho de 1994, aos 53 anos, ele não resistiu a um transplante de coração e faleceu, deixando um legado de 27 filmes e mais de 20 anos dedicados a televisão.
E foi toda essa bagagem que ressurgiu na internet, em 2009, com uma paródia do presidente americano Barack Obama. Porém, só agora que Mussum voltou com força. Olhe algumas montagens ao lado e veja porque ele faz tanto sucesso, principalmente no Facebook.
UM POUCO MAIS DE MUSSUM
Para a maioria, Mussum era o mais engraçado dos Trapalhões. Além dos “is” e “évis” adicionados às palavras, ele tinha o seu “mé”, que era gíria para pinga. O personagem tinha como característica o consumo de cachaça. Naquela época, já são 18 anos de sua morte, ele imortalizou expressões onde brincava com sua condição de negro, como “negão é o teu passádis” e “quero morrer prêtis se eu estiver mentindo”.
As frases de Mussum
“Eu vou me pirulitazis”, quando fugia de uma situação perigosa. “Traz mais uma ampola”, quando pedia cerveja. “Casa, comida, três milhão por mês, fora o bafo!”, cantando uma mulher. “Faz uma pindureta”, pedindo fiado.
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