Integrantes da banda Pussy Riot são condenadas a 2 anos de prisão


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As três integrantes da banda punk feminista russa Pussy Riot foram condenadas a 2 anos de prisão nesta sexta-feira. A juíza Marina Syrova disse que as mulheres “cometeram vandalismo motivado por ódio religioso” ao invadir a principal igreja ortodoxa de Moscou para tocar em protesto ao governo do presidente Vladimir Putin. A defesa das três acusadas afirmou que elas não tinham a intenção de provocar ofensas religiosas.

A juíza afirmou também que Nadezhda Tolokonnikova, de 23 anos; Maria Alekhina, 24 anos; e Yekaterina Samutsevich, 29 anos, “planejaram cuidadosamente” a ação ocorrida em 21 de fevereiro. A promotoria pediu pena de três anos de prisão. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin não comentará a sentença e que não poderia ter influenciado o processo judicial.

Em frente ao tribunal onde aconteceu o julgamento, a polícia russa prendeu pelo menos 50 manifestantes, incluindo o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, que agora é um líder da oposição, e Sergei Udaltsov, líder de esquerda. Kasparov mordeu o dedo de um policial, afirmou a polícia russa. Já o ex-campeão mundial de xadrez, ferrenho opositor a Putin, afirmou que foi espancado pela polícia. Logo após ser liberado pela polícia, Kasparov foi a um hospital para fazer um exame de corpo de delito "para constatar que eu fui ferido e provar que eu não estava bêbado e não mordi ninguém".

O julgamento atraiu a atenção mundial, como um símbolo da intolerância do governo russo. Manifestantes em mais de 30 cidades ao redor do planeta estão demonstrando seu apoio para a banda nesta sexta-feira. Uma ativista de topless serrou uma cruz na Ucrânia, máscaras foram colocadas em estátuas de soldados na Bulgária e cartazes pedindo por justiça podem ser vistos na Espanha. Os organizadores dos protestos esperam que milhares mais juntem-se às manifestações. Celebridades como Paul McCartney, Madonna e Bjork pediram a libertação das russas.

A Anistia Internacional, grupo de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, disse que as três russas do Pussy Riot são “prisioneiras de consciência” e que a sentença mostrou que as autoridades russas “não irão parar na supressão à dissidência” política no país.
 

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