A escola é uma invenção antiga. Apesar de seu conceito, suas práticas e seu funcionamento não serem nenhuma unanimidade entre filósofos, sociólogos e educadores, entre suas principais funções está a de formar as novas gerações, tanto no sentido de aprimorar ou modificar as formas de convivência social como no sentido de mantê-las e perpetuá-las.
A despeito dessa dubiedade, a figura do estudante sempre foi significativa para o conjunto da sociedade, uma vez que simbolizava, e ainda simboliza, o futuro dessa mesma comunidade, seja por meio de uma atuação transformadora ou mais conservadora dos costumes que moldam o todo social.
O estudante, dessa maneira, sempre foi visto como o condutor das esperanças por dias melhores. Por sua juventude e pela natural imaturidade, sempre foi cercado de zelos e cuidados pelos adultos, como se essas pessoas estivessem protegendo a si mesmas dos momentos mais incertos da posteridade.
Não é a toa que a educação tornou-se ao longo do tempo uma das principais preocupações de toda e qualquer sociedade. E só olhar para a diferença qualitativa entre a educação dos países mais avançados e aquela mais pobre e massificada que ainda permeia grande parte dos países em desenvolvimento para se perceber o quanto a educação, e consequentemente a escola e os estudantes, contribuem para o crescimento de um país e de sua economia.
Em Franca, no entanto, parece que estamos caminhando na contramão de tudo isso. Pelo menos é o que se pôde inferir do que tem acontecido nesses últimos 11 de agosto, nas comemorações do dia do estudante. Pelo segundo ano consecutivo, o que se vê na praça Nossa Senhora da Conceição, longe da escola e dos professores, não tem nada de significativo ou edificante, que mostre a toda a sociedade a importância do estudante para o nosso futuro. Ao contrário, o que se tem assistido é uma grande baderna, que tem assustado e revoltado todos que têm o desprazer de presenciá-la. Regada a álcool e drogas, essa comemoração fora de lugar tem nos deixado uma preocupação enorme em relação a esse propagado futuro.
Obviamente, não se pode generalizar em torno dessa questão. Nem todos os estudantes podem ser tomados por esses jovens que barbarizam nessas comemorações extemporâneas e fora do lugar. Talvez eles sejam inclusive uns gatos pingados se comparados à totalidade de estudantes de nossa cidade.
De qualquer forma, a simbologia que existe entre essa data, o que se espera da escola e dos estudantes e o que esses jovens estão fazendo na praça deveria ser mais que suficiente para se rever esse tipo de comemoração.
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