Morreu em São Paulo o contador Bichir Haber, aos 64 anos


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Bichir Haber morreu ontem, no HCor de São Paulo
Bichir Haber morreu ontem, no HCor de São Paulo

Morreu na madrugada de ontem na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração, em São Paulo, o economista, bacharel em Direito e contador Bichir Haber. Tinha 64 anos. Internou-se, dia 6 deste mês, para cirurgia de troca de válvula cardíaca que havia sido colocada há cinco anos. Passou pela intervenção no dia 9. Permaneceu em convalescência até ontem, quando o quadro se agravou em função de diabetes. Problemas cardíacos sempre acompanharam sua vida. Há 11 anos colocou quatro pontos de safena.

Era filho do imigrante libanês Elias Bichir Haber e da descendente de sírios Almira Moherdani Haber; irmão de Suraia, José Elias, Leila, Cristina e gêmeo de Jabra. Teve 40 anos de casamento com Zélia Leonídia Silva Lima Haber, a quem deixa viúva. Da união, nasceram três filhos, Lenita, bióloga da Embrapa de Brasília; Fernanda, educadora física em Franca, casada com Matias Hanneman, e Rafael, engenheiro de alimentos, que trabalha em São Paulo.

Formou-se em economia pela Uni-Facef e em Direito pela Municipal de Franca. Resolveu, no entanto, no início da vida profissional, tornar-se bancário. Ingressou no Banespa de Leme (SP). Trabalhou depois na agência de Pedregulho (SP). Aposentou-se na instituição. Paralelamente à atividade, abriu com o irmão José Elias, em maio de 1971, o Escritório Haber de Contabilidade. “Convivemos 41 anos cuidando de incontáveis ações para importantes empresas francanas. Todos declaravam gosto pela competência profissional de Bichir, e, especialmente, por seu jeito extrovertido e irreverente de ser”, disse José Elias.

Incansável, dedicava-se também a atuar na própria sede de algumas empresas clientes do escritório. Vinha sendo assim, nos últimos tempos, na Chock Doce. Foi, com seu escritório e o irmão, responsável pela contas do GCN Comunicação até pouco tempo atrás. Informalmente Bichir também atuou na Prefeitura de Franca, assessorando Ary Pedro Balieiro em sua gestão de prefeito.

Maçon e preocupado com obras de benemerência e filantropia, Bichir agia na motivação de seus companheiros de trabalho, estimulando a que também se dedicassem a escritas contábeis de várias entidades. Com seus amigos – e são muitos, já que ele formou e cuidou de extensa lista de relacionamento ao longo de sua vida – divertia-se nos finais de semana, em jogos carteados. “Foram mais de 40 anos, e então, não era só divertimento. Ele gostava mesmo, era de praticar a amizade. O carteado era só motivo. A maioria dos encontros, foram sempre em sua casa”, disse José Elias.

O corpo foi transladado ontem de São Paulo, rumo ao velório que está transcorrendo na sede da Loja Maçônica Franca do Imperador, situada à avenida dr. Ismael Alonso Y Alonso, ao lado da Hidromar. O sepultamento, sob cuidados da Funerária Francana, acontecerá às 10 horas de hoje, no Cemitério da Saudade.

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