Eleições: Serra e Russomanno lideram com 26%; Haddad é o 3º


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Às vésperas do início do horário eleitoral, os candidatos José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) lideram a corrida eleitoral em São Paulo, empatados em 26%, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece pela primeira vez isolado em terceiro lugar, com 9%, segundo pesquisa Ibope/TV Globo/Estado, divulgada nesta quinta-feira, 16. Serra e Russomanno mantiveram o empate verificado na pesquisa anterior, feita no início deste mês - os dois tinham 26% e 25%, respectivamente. Mas houve mudanças significativas na pesquisa espontânea: o candidato do PRB subiu sete pontos porcentuais, de 9% para 16%. O tucano passou de 11% para 15%.

Em um eventual confronto direto entre os dois, Russomanno venceria. A expectativa dos paulistanos sobre quem será o próximo prefeito, porém, vai no caminho inverso: para 46%, Serra é o favorito para vencer a disputa eleitoral em outubro, enquanto apenas 21% citam Russomanno como favorito ao Edifício Matarazzo. Haddad, que havia obtido 6% na pesquisa estimulada anterior, oscilou três pontos para cima e se descolou de seus adversários Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS) e Paulinho da Força (PDT). Agora, esses três candidatos aparecem empatados com 5%.

A margem de erro máxima da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, mas isso se aplica apenas quando um candidato tem 50% das intenções de voto. A margem é, de fato, proporcional à intenção de voto. No caso de Haddad, ela é de 2 pontos, e de 1,5 ponto no dos candidatos que estão empatados com 5%. Isso significa que os nomes que obtiveram 5% das intenções de voto poderiam ter no máximo 6,5%, e o petista, no mínimo, 7%.

REJEIÇÃO - Haddad, que começa a ficar mais conhecido entre os eleitores paulistanos após uma forte ofensiva de propaganda nas ruas da capital, também cresceu no item rejeição: 14% afirmam que não votariam no petista de jeito nenhum - eram 9% na pesquisa anterior.

O líder no quesito rejeição, porém, ainda é José Serra, o mais conhecido entre os candidatos a prefeito deste ano. Do total de entrevistados pelo Ibope, 37% afirmam que não votariam no tucano de jeito nenhum - há duas semanas, a taxa de rejeição estava em 34%.

Com 30%, Russomanno é o líder isolado nas zonas da cidade onde o PT venceu as três últimas eleições majoritárias, com 30%. Ele é seguido por Serra, com 20%. O petista Haddad tem, nos principais redutos de seu partido, 11% - apenas dois pontos porcentuais a mais do que na média da cidade.

Nas zonas antipetistas, onde o partido perdeu as últimas três eleições, é Serra quem lidera, com 30%. O tucano registra sete pontos porcentuais a mais do que o índice obtido pelo candidato do PRB. Já Haddad aparece com 8% das intenções.

O ex-ministro do PT não lidera nem mesmo entre os entrevistados que se declaram simpatizantes de seu partido. Nessa faixa do eleitorado, o candidato apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 23% das preferências, sete pontos a menos do que o registrado por Russomanno.

RENDA E ESCOLARIDADE - Na divisão do eleitorado por faixas de renda, Serra e Russomanno lideram, com 30% cada, entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo por mês. Nesse grupo, Haddad tem 13% - seu melhor resultado.

Entre os que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos por mês, é o tucano quem lidera de forma isolada, com 28% - o dobro do porcentual obtido por Russomanno.

O candidato do PRB, cuja popularidade está relacionada a seu desempenho como apresentador de televisão, colhe seus melhores resultados entre os eleitores paulistanos que têm escolaridade da 5.ª à 8.ª séries. Nessa faixa, Russomanno tem 34%.

Pela primeira vez na atual campanha eleitoral, o Ibope perguntou aos entrevistados qual é sua religião. Entre os evangélicos, Russomanno tem 31%, e Serra, 27%. No eleitorado que se declarou católico ao Ibope, os dois candidatos aparecem com 27% e 25%, respectivamente.

A menos de dois meses das eleições, ainda é baixo o grau de interesse pela campanha eleitoral. Apenas 16% dos entrevistados afirmaram que acompanham o tema com "muito interesse". A maioria absoluta (56%) diz ter pouco ou nenhum interesse pelas eleições municipais até o momento.

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