Sob críticas, Alexandre sofre para defender administração em debate


| Tempo de leitura: 3 min
Marcelo Bomba (PTC), Graciela Ambrósio (PP) e Alexandre Ferreira (PSDB) durante o debate de ontem na Nova TV: falhas do governo Sidnei Rocha foram exploradas pelos oposicionistas; governista teve dificuldades na defesa
Marcelo Bomba (PTC), Graciela Ambrósio (PP) e Alexandre Ferreira (PSDB) durante o debate de ontem na Nova TV: falhas do governo Sidnei Rocha foram exploradas pelos oposicionistas; governista teve dificuldades na defesa

Os candidatos a prefeito de Franca se enfrentaram pela primeira vez, ontem, em debate promovido pela Nova TV. Os adversários se uniram para explorar as falhas do governo do PSDB e Alexandre Ferreira teve dificuldades para fazer a defesa. Graciela Ambrósio (PP), Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Bomba (PTC) garantiram os momentos mais quentes.

O curto tempo de um minuto dificultou a conclusão das respostas. A maioria dos debatedores optou pela política da boa vizinhança. Experientes, Cassiano Pimentel (PV) e Pelizaro fizeram o esperado e saíram-se bem. O petista, que repetiu sucessivas vezes ser o candidato da presidente Dilma, sugeriu que Ubiali desistisse da disputa para reassumir como deputado federal. “Quero o senhor em Brasília”, provocou. Ubiali, por sua vez, apertou e deixou Alexandre sem resposta ao perguntar o que ele fará para contornar a crise na Santa Casa, que pode promover cortes no atendimento (leia mais na página A-3).

Bomba aproveitou condição de comunicador e soltou diversas frases de efeito para criticar quase todos os setores da administração. “A Prefeitura mantém uma relação promíscua com a empresa de ônibus.” Graciela Ambrósio surpreendeu e mostrou que não será presa fácil nos debates. “O senhor não sabe o que está falando”, disse a Hamilton Chiarelo (PSol) após vinculá-la a Paulo Maluf.


Como foi o debate

GRACIELA - Estreante em debates, Graciela Ambrósio surpreendeu. Mostrou espírito combativo ao revidar ataques feitos por Hamilton Chiarelo (PSol). “O senhor precisa acompanhar mais as sessões e se inteirar melhor. Ninguém me manda. Eu faço o que é melhor para o povo”, disse ao ser acusada de votar com o prefeito. Graciela disse que vai zerar a fila de cirurgias eletivas e pro-meteu contratar médicos para o PS.

UBIALI - Marco Aurélio Ubiali (PSB) foi cordial e classificou a maioria das perguntas de seus oponentes como “muito boa”. O médico abordou pro-blemas na área da saúde, sobretudo, os que vêm sendo enfrentado pela Santa Casa. Cobrou alternativas de seus concorrentes para ajudar o hospital. O candidato propôs a criação de novas unidades de saúde, assim como programas para beneficiar a Terceira Idade.

PELIZARO - Quatro. Este foi o número de vezes que Gilson Pelizaro (PT) perguntou ou foi perguntado sobre o tema saúde. O petista sustenta que para solucionar os problemas do setor é necessário trazer de volta a gestão da saúde para o município. No quesito segurança, Pelizaro citou a reestruturação da Guarda Municipal. O candidato citou várias vezes que é candidato da presidente Dilma e tem “portas abertas” em Brasília.

ALEXANDRE - Alexandre Ferreira (PSDB) pouco falou sobre suas propostas. Alvo dos concorrentes, tentou destacar as rea-lizações de Sidnei Rocha. Abriu o debate ao res-ponder questionamento de Hamilton Chiarelo sobre privatizações. “Somos um partido sério.” Ferreira falou de projetos para capacitação profissional, aumento na distribuição de remédios, realização de consultas e no atendimento aos idosos.

CASSIANO - Cassiano Pimentel (PV) adotou a política da “boa vizinhança” e evitou a-tacar os adversários. O candidato aproveitou o tempo para apresentar suas propostas. Destacou a educação como uma de suas prioridades e propôs escolas em tempo integral. Garantiu que, se for eleito, implantará um programa de mobilidade urbana e o “resgate” do transporte coletivo, assim como investimento em iniciação esportiva.

BOMBA - Os temas trânsito e saúde foram os mais frequentes nas perguntas e respostas do candidato Marcelo Bomba (PTC). Ele atacou a gestão da saúde pública em Franca e propôs a construção de um hospital municipal. Bomba criticou também o sistema de transporte coletivo e, para o trânsito, propôs a criação de vias rápidas no entorno da cidade para agilizar o tráfego. No debate, sempre que pode o candidato citou “o governo PTC”.

HAMILTON - Hamilton Chiarelo (PSol) atacou a candidata Graciela Ambrósio (PP). Ele insinuou que se a de-legada for eleita, o ex-deputado Paulo Maluf (PP) gerenciaria Franca. Durante o debate, destacou habitação e transporte público como setores frágeis e garantiu que se for eleito irá “rever” a concessão da São José. O candidato também apresentou proposta de criação de um Centro de Monitoramento do Trânsito.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários