A Câmara aprovou ontem, em primeira votação, projeto que muda a forma de preenchimento do cargo de diretor das escolas da rede municipal de ensino. A proposta define que a escolha seja feita por meio de concurso público. Como se trata de modificação na Lei Orgânica do Município, o projeto precisa ser votado uma segunda vez, dentro de 15 dias.
Atualmente, os cargos de diretores são de livre nomeação e exoneração do prefeito. Desde o ano passado, um grupo de professores tenta emplacar o concurso. A proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno em outubro do ano passado, mas depois não conseguiu passar na segunda votação.
Um grupo de professores ocupou parte do plenário para pressionar os vereadores. A bancada governista tentou, em vão, barrar a proposta. Primeiro, sugeriu o adiamento. Depois, propôs um projeto substitutivo para que a escolha fosse feita por meio de uma seleção interna no quadro de funcionários da Educação. “O concurso pode conduzir à direção alguém de fora, que não tenha afinidade com a comunidade”, justificou Rui Engrácia (PSDB).
O projeto original apresentado por Silas Cuba (PT) foi levado à votação e aprovado com 12 votos. Foram apenas três votos contrários. “O concurso vai por fim à indicação política (...) Queremos que a Educação deixe de ter este elo com a política”, disse Izilda Silva, presidente do Sindicato dos Professores.
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