Bate-boca e protestos esquentam o clima entre vereadores na Câmara


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A vereadora Graciela Ambrósio observa Marco Garcia, cassado por abandonar o partido comandado pela delegada, na sessão de ontem da Câmara Municipal: durante meia hora, ele chorou, ela refutou as acusações
A vereadora Graciela Ambrósio observa Marco Garcia, cassado por abandonar o partido comandado pela delegada, na sessão de ontem da Câmara Municipal: durante meia hora, ele chorou, ela refutou as acusações

A monotonia que marcou as últimas sessões da Câmara foi quebrada ontem. Pela manhã, o tempo esquentou com a discussão entre Marco Garcia (PPS) e Graciela Ambrósio (PP). Ele culpou a delegada por sua cassação. Ela disse que o vereador colheu o que plantou. O estresse acabou transferido para a tarde.

O embate entre Marco e Graciela era previsível após a cassação do vereador. Marco não digeriu a perda do mandato, decidida pelo Tribunal Regional Eleitoral após pedido do PP, partido comandado por Graciela Ambrósio. Creditou o revés na conta da vereadora. Ontem, ele foi à tribuna duas vezes e voltou a dizer que foi vítima de “perseguição” quando a delegada interveio e assumiu o PP.

Graciela negou que tenha discriminado o colega. Afirmou que ele foi convidado a ficar no PP, mas que menosprezou o partido e desacreditou da Justiça. A discussão durou mais de meia hora.

À tarde, um grupo de cerca de 50 professores foi ao plenário pressionar por mudanças na forma de escolha dos diretores das escolas municipais. Vaias e críticas sobravam para quem era contra. “Não me vaia agora, não. Deixa para vaiar no fim do discurso”, pediu Laércinho (PP), que acabou votando a favor do projeto. A sessão foi suspensa por 15 minutos e, na retomada, o projeto foi aprovado. 
 

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