Os familiares do servente de pedreiro Francis Stélio Ramos Francisco, 21, morto por atropelamento, na manhã do último domingo, na Rodovia do Café, ficaram indignados com a atitude do motorista Renato Ribeiro de Oliveira, que fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
A tia do servente, que estava no local do acidente, disse que Renato teve a chance de dizer a verdade, mas preferiu mentir. “Quando chegaram com ele na delegacia, nós (família) falamos para ele: ‘Olha o moço que você acabou de matar’. Neste momento ele falou que não tinha matado ninguém. Então meu namorado disse que ele matou sim. Disse que ele tinha batido no nosso carro e matado ele. Aí ele falou que não viu carro nenhum”, lembrou Cristina Rodrigues de Carvalho.
Ela explicou que Renato tentava convencer os policiais de que havia se envolvido em outro acidente. Que tinha atropelado um motoqueiro que vinha na contramão. “Ele falava: ‘Eu nem vi essa moto, ela saiu do nada’. Quando ele disse isso, me deu uma raiva tão grande”.
Segundo a tia, no momento que viu o sobrinho no chão ela já teve dimensão da gravidade do acidente. Segundo ela, os ferimentos foram muito graves e quando segurou a mão de Francis elas já estava fria. “Ele machucou muito. Teve vários cortes na cabeça um buraco no pescoço que encheu de grama. Os tênis voaram para longe, cada um para um lado”.
A tia comentou que o acusado teve a chance de prestar socorro no local do acidente, mas recuou e preferiu fugir.
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