A partir do dia 18 de agosto reiniciaremos as sessões do Cinema e Psicanálise de Franca.
Os psicanalistas convidados debaterão com o público a temática de filmes selecionados, após sua exibição. São quase 4 anos de encontros que reúnem um público bastante interessado na união da beleza do cinema com o vigor da psicanálise.
No dia 18 de agosto, a psicanalista Ana Cláudia R. Almeida, da Sociedade Psicanalítica de Ribeirão Preto, apresentará O Solista, que, em suas palavras, “mostra o encontro de um jornalista atordoado com um homem desconhecido que toca um violoncelo de duas cordas debaixo de um viaduto. A vida do jornalista e seu ritmo automatizado é interrompida por um acidente que abre uma brecha para se ouvir uma melodia escondida na grande cidade. A interrupção destes dois ‘solistas’ é como a nossa, ao ter nosso solo interrompido por este filme. Podemos compartilhar este encontro como um choque, um encontrão, uma turbulência que mata a melodia ou a descobre e amplia.”
Em 15 de setembro, a psicanalista Débora Mellem, da SBPRP, apresentará A invenção de Hugo Cabret. Ela comenta: “ É um filme de elevada qualidade artística, dirigido por Martin Scorsese, que nos estimula a ‘sonhar’ e pensar o sofrimento humano através do olhar de um menino órfão, cuja vida se entrelaça com a de um homem amargurado, resgatando em ambos o sentimento de estar vivo.”
No dia 20 de outubro, a psicanalista Maria Auxiliadora Borges Santos, da Sociedade Psic. de São Paulo e de Ribeirão Preto, comentará O retrato de Dorian Gray, baseado em conhecido romance de Oscar Wilde. Mostra a história de um jovem de rara beleza que faz um pacto com o destino para que as marcas do tempo apareçam apenas no seu retrato pintado. Ele próprio mantém o frescor da juventude, embora leve uma vida fútil e leviana. A história nos questiona profundamente sobre nossa relação com a passagem do tempo e da vida.
Em 24 de novembro, a psicanalista Josiane B. Oliveira, da SBPRP, comentará Os Descendentes. Josiane comenta: “É um filme que nos apresenta personagens bastante humanos em seu desejo de acertar, mesmo cometendo erros. Foi dirigido por Alexander Payne e mostra a trajetória de um advogado casado e pai de 2 filhas, herdeiro de uma grande propriedade, que vivencia o trágico acidente de sua mulher. Nos convida a averiguar sentimentos como a impotência, o ciúme, o medo, o amor e as difíceis ações para a construção de valores e do sentido da vida.”
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